
Última modificação em 30 de março de 2026 às 09:49
Foto: Brasil de Fato
Levantamento divulgado nesta segunda-feira (30) pelo instituto Nexus, em parceria com o banco BTG Pactual, indica que a rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro é maior do que ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, os dados mostram um cenário equilibrado e com nuances importantes para a disputa eleitoral de 2026.
A pesquisa ouviu 2.006 eleitores entre os dias 27 e 29 de março e mediu o nível de rejeição ao lulismo e ao bolsonarismo. Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados se declaram “anti-Bolsonaro”, enquanto 30% afirmam ser “anti-Lula/PT”.
“Para entender e medir a diversidade das divisões políticas da sociedade brasileira no ano das eleições de 2026, a Nexus desenvolveu uma escala de polarização eleitoral sobrepondo os níveis de concordância da população votante entre o antilulismo/antipetismo e o antibolsonarismo e sua família”, explicou o instituto.

Convicção e polarização
Apesar da maior rejeição ao bolsonarismo, o estudo aponta que há mais apoiadores convictos do ex-presidente: 27% se identificam como bolsonaristas, contra 21% de lulistas.
Outro dado relevante é o tamanho do eleitorado fora da polarização: 23% dos entrevistados foram classificados como “não-polarizados”, ou seja, não se alinham nem ao antilulismo nem ao antibolsonarismo.
Apenas 8% afirmam rejeitar simultaneamente Lula e Bolsonaro. Nesse grupo, também aparece uma leve vantagem para o campo bolsonarista: 8% consideram a família Bolsonaro como opção de voto, contra 5% que apontam o PT como alternativa.
Centro pode decidir eleição
O levantamento reforça o peso do eleitorado de centro, considerado decisivo para o resultado da eleição presidencial. Nesse contexto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como um dos nomes em evidência e tenta ampliar sua imagem de moderação.
De acordo com a pesquisa, a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula se mostra equilibrada neste momento inicial. Ambos também lideram os índices de rejeição: 49% dizem não votar no petista de forma alguma, enquanto 48% rejeitam o senador.
O potencial de voto também revela divisão: 41% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula, mas votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 40% dizem o contrário — rejeitam o senador, mas votariam no atual presidente.
Fonte: O antagonista