Ex-presidente foi condenado por buscar fundos líbios para campanha. Foto: Reprodução, TF1
Última modificação em 10 de novembro de 2025 às 10:26
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi libertado da prisão nesta segunda-feira (10), por decisão de um tribunal de Paris, enquanto aguarda o julgamento de seu recurso contra a sentença de cinco anos por supostamente obter fundos de campanha da Líbia. A decisão ocorre apenas algumas semanas após o início do cumprimento da pena.
Sarkozy, de 70 anos, havia sido preso em 21 de outubro, após ser considerado culpado de conspiração criminosa relacionada aos esforços de assessores próximos para captar recursos junto ao falecido líder líbio Muammar Kaddafi para financiar sua campanha presidencial de 2007. O ex-presidente foi absolvido das demais acusações, incluindo corrupção e recebimento ilegal de financiamento eleitoral.
A sentença foi aplicada rapidamente devido à “gravidade extraordinária” do crime, segundo a juíza Nathalie Gavarino, levando o ex-presidente à prisão La Santé, em Paris — um destino simbólico e inesperado para quem governou a França entre 2007 e 2012.
Nesta segunda, o Ministério Público recomendou que Sarkozy fosse libertado enquanto aguarda o julgamento do recurso, sob supervisão judicial rigorosa, proibido de deixar o país e de entrar em contato com outros acusados ou testemunhas. O promotor considerou que o ex-presidente não representa risco de fuga, e o tribunal acatou a recomendação.
Durante a audiência, realizada por videoconferência a partir da prisão, Sarkozy reiterou sua inocência e afirmou ser vítima de perseguição política.
“Sou francês, senhor. Amo meu país. Estou lutando para que a verdade prevaleça. Cumprirei todas as obrigações impostas a mim, como sempre fiz”, declarou.
O ex-presidente também comentou sobre o período na prisão:
“É difícil. Muito difícil — como deve ser para qualquer detento. Eu diria até que é desgastante.”
Sarkozy continua negando ter recebido recursos ilegais da Líbia e afirma que o caso é motivado por vingança e ódio político. O julgamento do recurso ainda não tem data definida.
Por: M3 Comunicação Integrada