Medida atendeu a um pedido da Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle do Senado. Foto: Agência Brasil
Última modificação em 28 de novembro de 2025 às 10:07
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para analisar como estão sendo aplicados os mais de R$ 1 bilhão liberados pelo governo federal, sob gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para ações de saúde e proteção na Terra Indígena Yanomami. A apuração atende a um pedido da Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle do Senado (CTFC).
A decisão foi tomada em sessão do dia 29 de outubro, quando o plenário determinou que a Casa Civil, o Ministério dos Direitos Humanos e o Ministério dos Povos Indígenas prestem esclarecimentos sobre o monitoramento dos gastos relacionados ao plano de desintrusão e às medidas de enfrentamento da crise humanitária no território Yanomami. Os órgãos têm 15 dias úteis para detalhar as etapas executadas, explicar os critérios de priorização e apresentar os resultados obtidos até agora.
Segundo dados da CTFC, até 30 de março de 2025, cerca de 76% do crédito extraordinário já havia sido executado — o equivalente a aproximadamente R$ 711,2 milhões. O senador que solicitou a auditoria aponta possíveis indícios de que grande parte desses recursos foi destinada a contratos com empresas privadas, entidades sem fins lucrativos e pessoas físicas, o que gera dúvidas sobre quem realmente recebeu os benefícios das ações: as comunidades indígenas ou terceiros envolvidos na execução dos serviços.
Com a auditoria em andamento, o TCU busca assegurar transparência no uso dos recursos e verificar se os investimentos estão, de fato, sendo aplicados para atender as necessidades das comunidades Yanomami.
Por: M3 Comunicação Integrada