O novo desenho é resultado de uma série de movimentações ao longo de 2025. Foto: Agência Senado
Última modificação em 26 de janeiro de 2026 às 10:56
O Senado Federal começa 2026 — último ano da atual legislatura e período eleitoral — com uma correlação de forças diferente da observada nos anos anteriores. O Partido Liberal (PL) assume a liderança numérica da Casa, tornando-se a maior bancada, posição que vinha sendo ocupada pelo PSD desde 2023.
Atualmente, o PL conta com 15 senadores, um a mais do que no início de 2025. Em seguida aparece o PSD, agora com 14 parlamentares, após perder uma cadeira em relação ao ano passado, quando tinha 15 integrantes.
Na terceira posição permanece o MDB, que também registrou redução e passou a contar com 10 senadores. Completam o grupo das cinco maiores bancadas o PT, com 9 parlamentares, e o PP, com 7.

Mudanças refletem movimentações partidárias
A alteração no ranking das bancadas vai além de uma simples troca de posições entre partidos. O novo desenho é resultado de uma série de movimentações ao longo de 2025, envolvendo trocas de legenda, desfiliações e a posse de suplentes.
Entre as mudanças registradas no último ano estão a saída do senador Alan Rick (AC) do União Brasil para o Republicanos e a filiação de Márcio Bittar (AC) ao PL, após deixar o União Brasil. Daniella Ribeiro (PB) migrou do PSD para o PP, enquanto o senador Giordano (SP) desfiliou-se do MDB e atualmente está sem partido.
Posse de suplentes
Em outubro, José Lacerda (PSD-MT) assumiu a vaga deixada por Margareth Buzetti (PP-MT), primeira suplente do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Lacerda havia sido eleito como segundo suplente na chapa.
Outras substituições, no entanto, não alteraram o tamanho das bancadas. Em 16 de dezembro, o suplente Bruno Bonetti (PL-RJ) tomou posse no lugar do senador Romário (PL-RJ) e deve permanecer no cargo até março.
Expectativa para o ano eleitoral
Até o fim de 2026, novas mudanças devem ocorrer, com entradas e saídas de suplentes e possíveis trocas partidárias — um movimento considerado típico em anos eleitorais.
O cenário tende a se intensificar a partir de 2027. Nas eleições de outubro, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, o que pode redefinir de forma significativa o equilíbrio de forças na Casa para a próxima legislatura.
Fonte: Agência Senado