Mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti — Foto: Freepik
Última modificação em 17 de junho de 2025 às 09:06
Dados da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), apontam um cenário preocupante em Roraima quanto à dengue em 2025. De janeiro a junho, o Estado já contabilizou 317 casos prováveis da doença, com duas mortes confirmadas e uma em investigação.
Segundo o levantamento mais recente, 80% dos municípios estão classificados com alto risco de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, vetor da doença. A situação se agrava com o período chuvoso, que favorece a proliferação de criadouros.
“A situação de Roraima para as arboviroses nesse período é de alerta, porque estamos considerando o último levantamento da presença do Aedes aegypti, que obteve uma classificação de alto risco, o que deixa o Estado em atenção para uma possível epidemia”, alertou Rosângela Santos, gerente do Núcleo de Controle da Febre Amarela e Dengue da Sesau.
O LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), realizado em maio, aponta que mais de 80% dos focos estão concentrados em depósitos passíveis de remoção, como garrafas, tampinhas, vasos e recipientes de animais. Em municípios como Caracaraí, os pneus representam até 70% dos criadouros ativos.
A gerente reforça a importância da participação da sociedade no combate à doença. “É necessária a contribuição da população nesse momento, com ações simples como descartar o lixo nos dias corretos de coleta, lavar adequadamente os bebedouros de animais e os pratinhos de plantas, além de eliminar pneus de forma segura. Nós estamos junto aos municípios com orientações, reuniões e estratégias, mas cada um precisa fazer sua parte”, destacou.

Primeiro óbito confirmado
Em abril, foi registrado o primeiro óbito por dengue do ano. A vítima foi uma mulher de 48 anos, residente temporária em Pacaraima, sem histórico de comorbidades. Ela apresentou sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo no dia 9 de abril. Com a piora do quadro, surgiram dores articulares, dor abdominal, vômitos e diarreia.
A paciente foi inicialmente atendida em Pacaraima, mas, com o agravamento do estado de saúde, foi levada ao Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento (HGR), onde faleceu no dia 15 de abril. O diagnóstico foi confirmado no dia 23, por meio de exame de sorologia IgM, realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Roraima (Lacen-RR).
Prevenção
Para evitar novos casos, a Sesau orienta a população a eliminar depósitos de água parada em ambientes domésticos e buscar atendimento médico imediato ao apresentar sintomas como febre alta, dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sinais de sangramento.
“Também é essencial procurar as unidades de saúde ao apresentar os sintomas, para que seja feito o diagnóstico precoce e o manejo adequado de cada paciente”, reforçou Rosângela Santos.
Com informações da Assessoria
Por: M3 Comunicação