
Última modificação em 8 de abril de 2026 às 10:16
Roraima não registrou mortes por Influenza A em 2026, segundo dados do Boletim InfoGripe, da Fiocruz. Apesar do cenário local, o avanço da gripe no restante do país acende um alerta para autoridades de saúde.
Em todo o Brasil, os óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por Influenza A cresceram 36,9% nas últimas quatro semanas. Entre 4 de janeiro e 28 de março, foram contabilizadas 187 mortes. Estados como Ceará (38), São Paulo (25) e Mato Grosso do Sul (14) lideram o ranking.
Mesmo sem registros de mortes em Roraima, a circulação do vírus e o aumento de casos no país exigem atenção, já que a região Norte apresenta níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.
“Supergripe” é mais transmissível, mas não mais grave
O aumento de casos está associado ao subclado K do vírus Influenza A (H3N2), popularmente chamado de “supergripe”. Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, a cepa é mais transmissível, mas não provoca quadros mais graves ou mais mortes em comparação com outras variantes.
“A influenza sofre mutações constantes, por isso a vacina é atualizada todos os anos para proteger contra as variantes em circulação”, explicou.
A especialista reforça que a vacina disponível no Brasil é eficaz contra o subclado K e segue sendo a principal forma de prevenção.
Sintomas e riscos
Entre os principais sintomas da Influenza A estão febre alta persistente, dor de garganta, tosse, calafrios, dores no corpo, náuseas e desidratação. Casos mais graves podem ocorrer, principalmente, em pessoas com comorbidades, como doenças cardíacas, pulmonares ou diabetes.
O médico infectologista Diogo Borges destaca que o aumento de casos está ligado à sazonalidade e reforça a importância do diagnóstico e tratamento precoce.
Alerta para o sistema de saúde
Especialistas apontam que o crescimento de casos no país pode impactar o sistema de saúde, com aumento na procura por atendimentos e internações. Para a médica Gabriela Passos Arantes, o cenário funciona como um “termômetro” da pressão sobre hospitais.
Mesmo sem óbitos registrados em Roraima, a orientação é manter medidas de prevenção, especialmente entre grupos de risco.
Prevenção
A recomendação das autoridades de saúde inclui:
- vacinação contra a gripe;
- uso de máscara em locais fechados e com aglomeração;
- higienização frequente das mãos;
- isolamento em caso de sintomas gripais.
O levantamento do InfoGripe considera dados atualizados até 28 de março de 2026 e reforça a necessidade de vigilância contínua, inclusive em estados que ainda não registraram mortes, como Roraima.
Fonte: Brasil 61