
Última modificação em 10 de março de 2026 às 10:00
O mais recente boletim InfoGripe, divulgado na sexta-feira (6) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que Roraima está entre os poucos estados brasileiros que não registraram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas.
De acordo com o levantamento, que considera a Semana Epidemiológica 8, entre 22 e 28 de fevereiro, houve crescimento das notificações em 23 estados e no Distrito Federal. Apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não apresentaram alta no período analisado.
Mesmo com o cenário de estabilidade no estado, o boletim aponta que o avanço da doença em outras regiões do país está associado ao aumento de hospitalizações provocadas por diferentes vírus respiratórios. Entre eles estão o rinovírus, que tem afetado principalmente crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos; o vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças menores de 2 anos; e a influenza A, com maior impacto entre jovens, adultos e idosos.
Segundo a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz e integrante do InfoGripe, Tatiana Portella, o aumento de casos entre o público infantojuvenil pode estar relacionado ao retorno das aulas.
“Caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, o ideal é que os pais evitem levá-la à escola para impedir a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível, a recomendação é o uso de uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula”, orientou.
O boletim também indica que dez estados brasileiros apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, entre eles Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Sergipe, além do Distrito Federal. Entre as capitais, 12 registram tendência de crescimento de casos no longo prazo.
Em todo o país, mais de 14,3 mil casos de SRAG já foram notificados em 2026, sendo que 35% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos confirmados, o rinovírus é o mais frequente, responsável por cerca de 40% das detecções, seguido pela influenza A e pela covid-19.
No caso das mortes associadas à síndrome, a covid-19 lidera entre os vírus identificados, respondendo pela maior parte dos óbitos, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
A análise das últimas oito semanas epidemiológicas também mostra que os casos se concentram principalmente em crianças pequenas, enquanto os maiores índices de mortalidade são registrados entre idosos.
Fonte: Brasil 61
Por: M3 Comunicação Integrada