Última modificação em 31 de março de 2026 às 09:45

A partir de 1º de abril de 2026, os preços dos medicamentos no Brasil poderão sofrer reajuste de até 3,81%. O aumento anual, autorizado pelo governo, tende a impactar diretamente o orçamento das famílias, especialmente de pacientes que dependem de tratamentos contínuos.
O índice é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, órgão responsável por estabelecer o teto de reajuste no setor farmacêutico. O percentual não é obrigatório, mas funciona como limite máximo para laboratórios e farmácias, que podem aplicar aumentos menores conforme a concorrência. Para chegar ao índice, são considerados fatores como inflação, produtividade da indústria, custos de produção e variação cambial.
Segundo a farmacêutica e professora da Estácio, Elizângela Mota, o reajuste segue critérios técnicos e busca equilibrar diferentes interesses.
“Os medicamentos passam por reajustes anuais porque seus preços são regulados pelo governo, levando em consideração fatores como inflação, custos de produção e variação cambial. O objetivo é equilibrar o acesso da população aos medicamentos e a sustentabilidade da indústria”, explica.
Apesar de o percentual parecer baixo, o impacto no dia a dia pode ser significativo. “Mesmo sendo um percentual aparentemente pequeno, esse aumento pode comprometer o orçamento familiar, principalmente para pacientes com doenças crônicas que dependem de medicamentos de uso contínuo”, alerta a especialista.
Economia
Diante desse cenário, especialistas recomendam planejamento e pesquisa para reduzir custos sem comprometer a saúde. Comparar preços entre farmácias, aproveitar programas de desconto de laboratórios e verificar a disponibilidade de remédios pelo Farmácia Popular são algumas das estratégias indicadas.
Outra alternativa é optar por medicamentos genéricos, que costumam ter preços mais acessíveis. “Eles são eficazes, possuem a mesma qualidade dos medicamentos de referência e passam por rigorosos testes, sendo uma opção confiável para a população”, destaca Elizângela Mota. No Brasil, esses produtos são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária após comprovarem bioequivalência, ou seja, têm o mesmo princípio ativo, dose e efeito terapêutico dos medicamentos de marca.
Mesmo diante de dificuldades financeiras, a especialista reforça a importância de não alterar tratamentos por conta própria. Substituições, interrupções ou mudanças de dose sem orientação podem trazer riscos à saúde.
“Nunca troque o remédio por um de princípio ativo diferente sem orientação médica. Sempre busque orientação de um profissional de saúde antes de qualquer substituição. Observe também a duração do tratamento e não interrompa o uso antes do tempo devido”, conclui.
Fonte: Roraima 1