Com o novo patamar a pecuária se firma como um dos pilares do agronegócio roraimense. Foto: Secom RR
Última modificação em 19 de fevereiro de 2026 às 10:00
Roraima alcançou em 2025 o maior rebanho bovino da sua história, com 1.291.065 cabeças de gado, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Aderr). O avanço consolida a pecuária como uma das principais atividades econômicas locais e reflete a expansão da produção no interior.
Os maiores plantéis estão concentrados em municípios tradicionais da atividade, como Mucajaí (162.270 cabeças), Amajari (145.834), Alto Alegre (122.896) e Iracema (122.846). Também se destacam Caroebe, Caracaraí, Cantá e Bonfim, todos com mais de 100 mil animais.
Já Boa Vista e outros cinco municípios — São Luiz do Anauá, São João da Baliza, Pacaraima, Normandia e Uiramutã — somaram juntos 187.340 cabeças no período.
Segundo a Aderr, o crescimento está associado à expansão das propriedades, melhoria genética do rebanho e regularização fundiária, que ampliaram a capacidade de investimento dos produtores. O uso de inseminação artificial e a compra de reprodutores de alto padrão também elevaram produtividade e tamanho dos plantéis.
Status sanitário ampliou mercados
Outro fator decisivo foi o reconhecimento sanitário do estado. Em 2024, o Ministério da Agricultura declarou Roraima livre de febre aftosa sem vacinação no país. Em 2025, o mesmo status foi validado internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal, o que amplia possibilidades de exportação e circulação de animais.
O controle do trânsito também cresceu: foram emitidas 190.720 Guias de Trânsito Animal (GTAs) em 2025, documento obrigatório que permite rastrear origem e destino do gado e agir rapidamente em caso de doenças.
Com o novo patamar do rebanho e reconhecimento sanitário, a pecuária se firma como um dos pilares do agronegócio roraimense e segue em expansão no estado.