Eleitor confirmando voto na urna. Foto: Reprodução TSE
Última modificação em 11 de fevereiro de 2026 às 09:58
Às vésperas do início oficial da corrida eleitoral de 2026, o cenário político na Amazônia Legal já começa a se desenhar sob a influência do calendário eleitoral, das articulações partidárias e da disputa por espaços de poder. Dos nove estados que compõem a região, apenas o Amapá terá um governador apto a disputar a reeleição. Nos demais, o contexto é marcado pelo encerramento de ciclos políticos ou pela indefinição quanto às sucessões estaduais.
A limitação ocorre porque a maioria dos atuais chefes do Executivo cumpre o segundo mandato consecutivo e, pela legislação eleitoral, não pode disputar um terceiro período seguido no cargo.
Entre os cenários mais definidos estão os do Pará e de Roraima. Os governadores Helder Barbalho (MDB) e Antonio Denarium (PP), respectivamente, sinalizam intenção de disputar vagas no Senado Federal — movimento comum entre governadores ao fim do segundo mandato, como estratégia de manutenção de protagonismo político.
No entanto, o governador roraimense ainda enfrenta um fator de incerteza: está pendente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o julgamento de um pedido que pode resultar na cassação dos diplomas dele e do vice-governador, Edilson Damião. O desfecho do processo pode influenciar diretamente os rumos da sucessão estadual.
Nos demais estados — Acre, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Amazonas e Rondônia — o cenário permanece aberto. O futuro político dos atuais governadores dependerá de articulações partidárias, composição de alianças regionais e da leitura do ambiente nacional, especialmente em relação à disputa presidencial.
Com o avanço do calendário eleitoral e o amadurecimento das negociações, a tendência é que o panorama político da Amazônia Legal ganhe contornos mais claros. Por ora, porém, as principais movimentações seguem concentradas nos bastidores, enquanto lideranças regionais avaliam estratégias e posicionamentos para 2026.
Por: M3 Comunicação Integrada