A proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior passou de 19,7% em 2023 para 20,5% em 2024. Foto: Reprodução
Última modificação em 8 de agosto de 2025 às 08:54
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um avanço importante na escolaridade da população brasileira: a proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior passou de 19,7% em 2023 para 20,5% em 2024. Esse crescimento reflete uma ampliação do acesso à educação superior, impulsionada por diferentes fatores – com destaque para o ensino a distância (EaD).
Com mais de três décadas de existência, o EaD tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para democratizar o ensino superior. Em 2021, superou o modelo presencial na oferta de vagas e, em 2023, também liderou em número de novos ingressantes. Atualmente, cerca de 4,3 milhões dos 9,5 milhões de estudantes universitários do país estão matriculados em cursos à distância, o que evidencia sua relevância na formação de profissionais e na promoção da mobilidade social.
Além do protagonismo do EaD, políticas públicas como Enem, Sisu, Fies, Prouni e o sistema de cotas têm desempenhado papel fundamental na inclusão educacional e no aumento da participação da população no ensino superior.
A tendência de crescimento pode ser ainda mais acentuada com a recente regulamentação do formato semipresencial pelo Ministério da Educação (MEC). A nova política de educação a distância estabelece três formas oficiais de oferta de cursos: presencial, semipresencial e a distância, cada uma com regras claras sobre a carga horária e os percentuais de atividades presenciais, síncronas e assíncronas. Segundo Ivana Rodrigues, especialista em regulação do ensino superior e diretora de regulação da Yduqs, a mudança traz mais clareza ao sistema e facilita a fiscalização por parte do MEC.
Alguns cursos, como Medicina, Direito, Odontologia, Psicologia e, agora, Enfermagem, permanecem restritos ao formato totalmente presencial. Já outras graduações da área da saúde, licenciaturas, engenharias e ciências naturais poderão ser oferecidas tanto no formato presencial quanto semipresencial, abrindo novas possibilidades para os estudantes e contribuindo para o avanço contínuo da educação superior no país.
Fonte: IBGE
Por: M3 Comunicação