PF apreendeu dinheiro vivo dentro da cueca do senador Chico Rodrigues (DEM-RR). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Última modificação em 7 de janeiro de 2026 às 08:51
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 28 de dezembro, o arquivamento da investigação contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR). O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, relator do caso na Corte.
Na manifestação, a Procuradoria-Geral da República afirmou que a apuração conduzida pela Polícia Federal não conseguiu comprovar a origem ilícita do dinheiro apreendido durante a operação realizada em 2020. Segundo o documento, não houve demonstração de irregularidade tanto nos valores encontrados em cofres quanto no dinheiro localizado nas roupas íntimas do parlamentar.
Durante a ação da Polícia Federal, os agentes apreenderam cerca de R$ 18 mil em espécie, além de US$ 6 mil, uma pepita de ouro, armas de fogo e munições, que estavam guardados em um cofre no quarto do senador.
À época, a defesa de Chico Rodrigues afirmou que os recursos não tinham relação com desvio de verbas públicas. O senador declarou que escondeu o dinheiro por medo no momento da abordagem policial e informou ter buscado acompanhamento psiquiátrico após o episódio.
A investigação teve início durante a pandemia de Covid-19 e apurava suspeitas de desvio de recursos da saúde em Roraima, envolvendo supostas contratações irregulares de empresas indicadas pelo parlamentar, com indícios de sobrepreço. Chico Rodrigues foi governador do estado entre 2011 e 2014.
No pedido de arquivamento, a PGR também sustentou que não ficou caracterizado o crime de lavagem de dinheiro e avaliou que os fatos investigados não têm relação direta com o exercício do mandato parlamentar. Por esse motivo, defendeu que eventuais desdobramentos sejam analisados pela Justiça Federal em Roraima.
Por: M3 Comunicação Integrada