O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Última modificação em 21 de janeiro de 2026 às 11:34
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, reduziu a diferença em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, segundo levantamento da AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quarta-feira (21).
De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44,9%, uma diferença de 4,3 pontos percentuais. No levantamento anterior, realizado em dezembro, o petista tinha 53% e o senador, 41%, o que representava uma vantagem de 12 pontos percentuais.
Efeito do anúncio da pré-candidatura
Analistas avaliam que a redução da diferença pode estar relacionada ao anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, ocorrido em 5 de dezembro. Desde então, o nome do senador passou a ser mais conhecido pelo eleitorado como opção no campo oposicionista.
Outra hipótese considerada é a mobilização de eleitores contrários ao atual governo, que podem enxergar em Flávio Bolsonaro uma alternativa viável em um eventual segundo turno, mesmo sem forte identificação pessoal com o pré-candidato.
Atuação discreta na pré-campanha
Apesar do avanço nos números, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro tem sido marcada por baixa exposição pública. O senador não participou, por exemplo, de atos recentes organizados por lideranças do bolsonarismo, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que promoveu mobilizações com apoiadores em direção a Brasília.
Na ocasião, Flávio informou que não participaria por ter viagem marcada a Israel, onde compareceu a uma conferência sobre antissemitismo. A ausência foi interpretada por aliados e observadores políticos como sinal de cautela ou de priorização de compromissos internacionais em detrimento da agenda doméstica.
Avaliação de estrategistas
Nesta quarta-feira (21), o estrategista eleitoral Roberto Reis, colunista da revista Crusoé, publicou uma análise apontando falhas iniciais na condução da pré-campanha do senador. Entre os pontos citados estão a falta de articulação prévia com aliados, ausência de um roteiro estratégico definido, dificuldades na organização de uma entrevista coletiva com o ex-presidente Jair Bolsonaro e declarações públicas que indicam a possibilidade de desistência da candidatura.
A evolução dos números e a condução da pré-campanha devem seguir sendo observadas nos próximos meses, à medida que o cenário eleitoral se consolida e os pré-candidatos ampliam sua exposição junto ao eleitorado.
Fonte: O Antagonista
Por: M3 Comunicação Integrada