INSS, seguro-desemprego e contribuições têm novos valores. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Última modificação em 2 de fevereiro de 2026 às 09:23
O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, começa a ser pago a partir desta segunda-feira (2) aos trabalhadores que recebem o piso nacional. O valor já pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro. O reajuste foi oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025.
O aumento representa uma correção de 6,79%, o equivalente a R$ 103 em relação ao valor anterior. A definição segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), dentro dos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal.
Como foi definido o reajuste do salário mínimo
O cálculo do novo valor levou em conta a inflação acumulada e o desempenho da economia, com limitação do ganho real. Segundo o governo, a regra prevê reajuste acima da inflação, limitado a 2,5% de crescimento real.
Veja os índices utilizados:
- Inflação pelo INPC: 4,18%;
- Crescimento do PIB: 3,4%;
- Ganho real limitado pelo arcabouço fiscal: 2,5%;
- Reajuste total aplicado: 6,79%.
Quanto vale o salário mínimo em 2026
Com o novo valor, o salário mínimo passa a ter os seguintes equivalentes:
- Mensal: R$ 1.621;
- Diário: R$ 54,04;
- Por hora: R$ 7,37.
Pagamento para aposentados e pensionistas do INSS
Os aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso nacional começaram a receber o novo valor no dia 26 de janeiro. O calendário de pagamentos segue até sexta-feira (6), de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador.
Impacto econômico atinge quase 62 milhões de pessoas
De acordo com o Dieese, o novo salário mínimo impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros. A estimativa é de que o reajuste injete R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, ampliando o consumo e a renda das famílias.
O governo federal calcula um impacto ainda maior, de R$ 110 bilhões, ao considerar conjuntamente o reajuste do salário mínimo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, o aumento gera um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.
Além dos salários, o valor do mínimo serve como referência para benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.
Benefícios do INSS atrelados ao novo salário mínimo
- Benefícios no piso (1 salário mínimo): R$ 1.621 (reajuste de 6,79%);
- Benefícios acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025);
- Teto do INSS: R$ 8.475,55.
Contribuições ao INSS para trabalhadores com carteira assinada
As alíquotas de contribuição seguem progressivas:
- Até R$ 1.621: 7,5%;
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%;
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%;
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%.
Valores para autônomos, facultativos e MEI
- Plano normal (20%): R$ 324,20;
- Plano simplificado (11%): R$ 178,31;
- Baixa renda (5%): R$ 81,05;
- MEI (5%): R$ 81,05.
Seguro-desemprego e salário-família
O seguro-desemprego foi reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro:
- Parcela mínima: R$ 1.621;
- Parcela máxima: R$ 2.518,65;
- O valor varia conforme a média salarial dos últimos meses.
Já o salário-família passa a ser de R$ 67,54 por dependente, pago a trabalhadores que recebem até R$ 1.980,38 por mês.