Última modificação em 16 de março de 2026 às 10:13

Em entrevista ao programa Agenda da Semana, o ex-senador Mecias de Jesus comentou os bastidores da renúncia ao cargo no Senado e afirmou que sua saída antecipada foi motivada por pressões que ele classificou como “forças ocultas”.
Segundo o político, o acordo inicial com o governador Antonio Denarium previa que a indicação para o Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR) ocorresse apenas em setembro. No entanto, o processo acabou sendo acelerado e formalizado ainda em agosto.
A posse de Mecias como conselheiro da Corte está marcada para as 16h desta segunda-feira (16).
Indicação para o TCE
Durante a entrevista, Mecias afirmou que já havia sido sondado anteriormente para assumir vagas no tribunal, nas cadeiras ocupadas pelos conselheiros Netão e Dantas, mas preferiu permanecer no Senado nas ocasiões anteriores.
De acordo com ele, o plano era assumir o cargo apenas após o término do mandato parlamentar, previsto para 2027.
“Começaram a aparecer várias pressões que eu não sei explicar o motivo. Como diria Jânio Quadros: forças ocultas”, declarou.
Articulações políticas
Mesmo com a mudança de cargo, Mecias indicou que seguirá acompanhando o cenário político em Roraima. Ele confirmou que a esposa, Darbilene Rufino, é pré-candidata a deputada estadual e deve disputar a base eleitoral construída por ele.
O ex-senador também revelou que o deputado federal Duda Ramos pode migrar para o Republicanos para disputar uma vaga ao Senado com seu apoio.
“A política não sai da gente. Eu não vou poder ir para palanque pedir votos, mas não estou proibido de ter uma vida dentro da sociedade. Só estou mudando de trincheira”, afirmou.
Fonte: Folha de Boa Vista
Por: M3 Comunicação Integrada