
Última modificação em 19 de março de 2026 às 10:49
O mês de março, marcado pela campanha Março Amarelo, reforça o alerta para a endometriose, condição que atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde. Apesar de comum, a doença ainda é subdiagnosticada e pode levar anos para ser identificada.
Entre os principais sinais estão cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual e dificuldade para engravidar. Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com desconfortos considerados “normais”, o que atrasa a busca por atendimento médico e o início do tratamento adequado.
A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o interior do útero cresce fora do órgão, atingindo regiões como ovários, trompas, intestino e bexiga. Esse processo provoca uma inflamação crônica que pode comprometer a qualidade de vida e a fertilidade.
“O ambiente inflamatório gerado pela doença pode prejudicar a qualidade dos óvulos e dificultar a implantação do embrião no útero”, explica a ginecologista especialista em reprodução humana, Alessandra Evangelista.
Confira cinco sinais de alerta:
Cólicas menstruais intensas
A dor costuma ser progressiva e incapacitante, interferindo nas atividades diárias e podendo piorar ao longo dos anos.
Dor durante a relação sexual
Relatos de dor profunda durante a penetração podem estar ligados à inflamação e às aderências na região pélvica.
Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual
Dor ao evacuar ou urinar, além de possíveis sangramentos, podem indicar comprometimento de órgãos como intestino e bexiga.
Dor pélvica crônica
Nos casos mais avançados, a dor deixa de ser restrita ao período menstrual e passa a ocorrer de forma contínua.
Dificuldade para engravidar
A infertilidade é um dos principais impactos da doença, afetando entre 30% e 50% das mulheres com endometriose.
Fonte: Folha de Boa Vista