Mudança deve beneficiar 16 milhões de pessoas. Foto: Pixabay
Última modificação em 2 de fevereiro de 2026 às 10:12
A nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) começa a produzir efeitos no contracheque a partir de fevereiro de 2026 para trabalhadores com renda mensal bruta de até R$ 5 mil. Com a mudança, essa faixa passa a contar com isenção total do imposto, enquanto rendimentos de até R$ 7.350 por mês terão redução gradual no desconto na fonte.
As regras valem para salários pagos desde janeiro, mas o impacto prático aparece nos pagamentos realizados a partir deste mês. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados pela ampliação da faixa de isenção.
Quem passa a ter isenção total do IR
Com a atualização da tabela, ficam totalmente isentos do Imposto de Renda, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:
- trabalhadores com carteira assinada;
- servidores públicos;
- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.
A isenção também se aplica ao décimo terceiro salário, ampliando o alívio tributário ao longo do ano.
Já os contribuintes com rendimentos acima de R$ 7.350 mensais continuam sujeitos à tabela progressiva do IR, cuja alíquota máxima permanece em 27,5%.
O que muda em relação à regra anterior
Até 2025, a isenção do Imposto de Renda alcançava apenas quem recebia até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036. Com a nova regra, a faixa de isenção sobe para R$ 5 mil, representando um aumento significativo no limite de renda livre de tributação.
Na prática, quem ganha até R$ 5 mil pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando os 12 salários e o décimo terceiro.
Desconto gradual evita salto no imposto
Além da isenção total, a reforma criou uma faixa intermediária de alívio tributário, que vai de R$ 5 mil a R$ 7.350 mensais. Nessa faixa, o desconto do imposto ocorre de forma progressiva, evitando o chamado “degrau tributário”, quando pequenos aumentos salariais geram aumentos desproporcionais no imposto.
Exemplos de economia anual:
- Salário de R$ 5.500: redução de cerca de 75% no imposto mensal;
- Salário de R$ 6.500: economia aproximada de R$ 1.470 por ano;
- Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano.
O valor exato do desconto varia conforme o cálculo individual, outras fontes de renda e possíveis deduções.
Quem passa a pagar mais Imposto de Renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma prevê aumento da tributação para contribuintes de alta renda. Passam a pagar mais Imposto de Renda aqueles com rendimentos elevados e parte dos beneficiários de dividendos, que são parcelas do lucro distribuídas pelas empresas.
- Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil por mês): alíquota progressiva de até 10%;
- Renda superior a R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%.
Segundo o governo federal, cerca de 141 mil brasileiros passarão a recolher o chamado Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado exclusivamente à alta renda.
Declaração do Imposto de Renda só muda em 2027
Apesar de a isenção e a redução do imposto já valerem em 2026 e aparecerem no contracheque, o contribuinte ainda precisará entregar a declaração do Imposto de Renda em 2026, caso se enquadre nos critérios de obrigatoriedade.
Isso ocorre porque a declaração enviada em 2026 se refere ao ano-base 2025, período anterior à vigência da nova tabela. As mudanças só serão refletidas na Declaração do Imposto de Renda de 2027, relativa aos rendimentos de 2026.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada