
Última modificação em 10 de abril de 2026 às 11:08
Variações nos horários de dormir e acordar podem aumentar significativamente o risco de desenvolver apneia do sono e hipertensão, segundo estudo conduzido pelo Scripps Research Institute e publicado na revista Journal of Medical Internet Research.
A pesquisa analisou dados de 319 adultos ao longo de dois anos, com base em informações coletadas por dispositivos de monitoramento, como smartwatches. Além disso, os participantes responderam questionários sobre condições de saúde.
Os resultados indicam que pequenas mudanças na rotina já podem impactar o organismo. A cada uma hora de variação nos horários de sono durante a semana, o risco de desenvolver apneia obstrutiva do sono pode aumentar em até 159%, mesmo considerando fatores como índice de massa corporal (IMC). Já a probabilidade de desenvolver hipertensão sobe cerca de 71% nas mesmas condições.
A apneia do sono é caracterizada por interrupções repetidas da respiração durante o descanso, geralmente causadas por obstrução das vias aéreas. Entre os principais sintomas estão ronco, despertares frequentes e sonolência ao longo do dia.
Segundo os pesquisadores, a irregularidade no sono pode desencadear processos como inflamação, alterações hormonais — especialmente nos níveis de cortisol — e disfunções metabólicas, fatores que contribuem para o aumento do risco de doenças cardiovasculares.
💤 Regularidade é mais importante que quantidade
O estudo reforça que manter uma rotina regular de sono pode ser mais relevante do que apenas cumprir um número específico de horas dormidas. Especialistas destacam a importância da chamada “higiene do sono”, com práticas que favorecem a qualidade do descanso.
Entre as recomendações estão:
- manter horários fixos para dormir e acordar;
- evitar o uso de celulares e outros eletrônicos antes de dormir;
- manter o ambiente escuro, silencioso e confortável;
- evitar cafeína e álcool no período noturno;
- optar por atividades relaxantes antes de dormir.
Apesar das evidências, os autores destacam que ainda são necessárias novas pesquisas para compreender com mais precisão os mecanismos que ligam a irregularidade do sono ao desenvolvimento dessas condições.
Fonte: G1