A gasolina avançou 2,06% e exerceu o maior impacto individual. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Última modificação em 10 de fevereiro de 2026 às 10:38
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado repete a variação observada em dezembro de 2025.
No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,44%, acima dos 4,26% registrados até dezembro. Em janeiro do ano passado, o IPCA havia subido 0,16%. O resultado veio levemente acima das expectativas do mercado, que projetava alta mensal de 0,32% e inflação acumulada de 4,43%.
Entre os nove grupos pesquisados, cinco apresentaram alta no mês. O principal impacto veio de Transportes, que subiu 0,60% e respondeu por 0,12 ponto percentual do índice geral.
Combustíveis puxam inflação do mês
A maior pressão em Transportes veio dos combustíveis, que tiveram alta média de 2,14%. A gasolina avançou 2,06% e exerceu o maior impacto individual sobre o IPCA de janeiro (0,10 ponto percentual). Também subiram os preços do etanol (3,44%), do óleo diesel (0,52%) e do gás veicular (0,20%).
Ainda no grupo, o ônibus urbano registrou alta de 5,14%, influenciado por reajustes tarifários em diversas capitais, como Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Vitória. O metrô avançou 1,87%, refletindo aumentos em Brasília e São Paulo, enquanto o táxi subiu 1,47% com reajustes em capitais do Norte e Nordeste.
Na direção oposta, ajudaram a conter a inflação a queda das tarifas de transporte por aplicativo (-17,23%) e das passagens aéreas (-8,90%), após fortes altas registradas em dezembro.
Outros grupos
O grupo Comunicação teve a maior variação do mês, com alta de 0,82%, puxada pelo aumento dos preços de aparelhos telefônicos (2,61%) e reajustes em serviços como TV por assinatura (1,34%) e combos de telefonia, internet e TV (0,76%).
Em Saúde e cuidados pessoais, que subiu 0,70%, os destaques foram os artigos de higiene pessoal (1,20%) e os planos de saúde (0,49%).
Já Alimentação e bebidas desacelerou levemente, passando de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro — a menor variação para o mês desde 2006. A alimentação no domicílio subiu apenas 0,10%, influenciada pela queda nos preços do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). Em contrapartida, o tomate disparou 20,52%, e as carnes tiveram alta média de 0,84%.
O grupo Habitação apresentou queda de 0,11%, puxado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo do mês. A queda reflete a mudança da bandeira tarifária amarela, em vigor em dezembro, para a verde em janeiro, sem cobrança adicional. Também houve influência de reajustes regionais, como o aumento de 10,48% em Rio Branco.
Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 2,56%, com reajustes em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. O gás encanado avançou 0,95%, influenciado por aumento tarifário em São Paulo.
Inflação regional
Entre as regiões pesquisadas, a maior variação em janeiro foi registrada em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica e dos artigos de higiene pessoal. A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), puxada pela queda da energia elétrica e das passagens aéreas.
No acumulado de 12 meses, Vitória e Porto Alegre lideraram com inflação de 5,06%. São Paulo registrou 4,92%, Rio Branco 4,47% e Salvador, 3,94%.
Fonte: G1 / Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada