Última modificação em 6 de março de 2026 às 10:46

O Brasil encerrou 2025 com recorde de empresas inadimplentes. Ao todo, 8,9 milhões de CNPJs estavam com dívidas negativadas em dezembro, somando R$ 213 bilhões em débitos. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian e representam o maior nível já registrado pela série histórica.
Na comparação com dezembro de 2024, quando o país contabilizava 6,9 milhões de empresas no vermelho, houve aumento de cerca de dois milhões de negócios com dívidas em atraso.
Entre as empresas inadimplentes no fim de 2025, a grande maioria é formada por micro e pequenos negócios. Segundo o levantamento, esse grupo representa 8,5 milhões dos CNPJs negativados no país.
O setor de Serviços concentra a maior parte das empresas com dívidas, respondendo por 55,2% do total. Em seguida aparecem o Comércio, com 32,7%, a Indústria, com 8,1%, o setor Primário, com 0,9%, e a categoria “Outros”, com 3,1%, que inclui organizações do setor financeiro e do terceiro setor.
De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado reflete um cenário econômico ainda desafiador para os negócios. Segundo ela, ao longo do ano muitas empresas enfrentaram dificuldades para acessar crédito e lidar com custos financeiros mais elevados.
“O resultado é um aumento consistente da inadimplência ao longo dos meses, culminando em novo recorde histórico no encerramento do ano”, afirma.
O levantamento também mostra que, em dezembro de 2025, cada empresa inadimplente tinha, em média, sete contas em atraso. O valor médio de cada dívida foi estimado em R$ 3.380,90, enquanto o total devido por empresa chegou a R$ 23.818,30.
Segundo a economista, em comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento no valor médio das dívidas por empresa. Para ela, o dado indica que, além do aumento no número de negócios inadimplentes, os débitos também ficaram mais altos, o que pressiona ainda mais o fluxo de caixa das empresas, especialmente das que têm menor acesso a crédito estruturado.
Fonte: Brasil 61
Por: M3 Comunicação Integrada