O valor representa um aumento nominal de 7,37% em relação ao mínimo atual, que está fixado em R$ 1.518. Foto: Reprodução
Última modificação em 15 de abril de 2025 às 17:06
O salário mínimo deverá subir para R$ 1.630 em 2026, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional. O valor representa um aumento nominal de 7,37% em relação ao mínimo atual, que está fixado em R$ 1.518.
De acordo com o governo, o reajuste segue a previsão de 4,76% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até novembro, acrescida de 2,5% de crescimento real, teto estabelecido pelo novo arcabouço fiscal.
Reajuste limitado pelo arcabouço fiscal
Desde 2023, o cálculo do salário mínimo voltou a considerar o INPC do ano anterior somado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes — modelo usado entre 2006 e 2019.
Com essa fórmula, o aumento real em 2026 poderia chegar a 3,4% acima da inflação. No entanto, o novo regime fiscal impôs um limite de crescimento real entre 0,6% e 2,5% para os gastos públicos, o que reduziu o reajuste possível para o piso salarial.
Além do valor previsto para 2026, o PLDO também apresenta estimativas para os anos seguintes: R$ 1.724 em 2027, R$ 1.823 em 2028 e R$ 1.925 em 2029. As projeções ainda são preliminares e poderão ser revistas nas próximas propostas orçamentárias.
Impacto nas contas públicas
O aumento do salário mínimo tem impacto direto nas contas do governo. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, cada R$ 1 de reajuste representa um custo adicional de aproximadamente R$ 400 milhões para os cofres públicos. Isso se deve ao fato de que diversos benefícios sociais — como a Previdência Social, o seguro-desemprego, o abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — são indexados ao salário mínimo.
A estimativa para 2026 é de que a elevação do mínimo resulte em R$ 115,3 bilhões a mais em despesas previdenciárias, enquanto a arrecadação deve aumentar em cerca de R$ 71,2 bilhões.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação