Até fevereiro de 2026 houve redução de 98,9% da área ocupada pelo garimpo ilegal. Foto: Agência Gov/Via Casa Civil
Última modificação em 27 de fevereiro de 2026 às 11:30
Lideranças indígenas e representantes do Governo Federal discutiram nesta quinta-feira (26) os avanços e desafios das operações de desintrusão na Terra Indígena Yanomami. O encontro apresentou balanço de dois anos de atuação da Casa de Governo no território, com participação de organizações indígenas e órgãos federais.
Segundo dados oficiais, até fevereiro de 2026 as ações reduziram em 98,9% a área ocupada por garimpo ilegal dentro da terra indígena. A estratégia inclui operações aéreas, fluviais e terrestres para retirada de invasores e destruição da estrutura logística usada na atividade clandestina.
Operação mira logística do garimpo ilegal
A reunião contou com representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Força Nacional de Segurança Pública e do Instituto Socioambiental (ISA), além de associações Yanomami, Ye’kwana, Sanöma e Ninam.
De acordo com a Casa de Governo, o foco atual das operações é interromper a cadeia de suprimentos do garimpo ilegal — especialmente transporte de combustível, equipamentos e mantimentos — para impedir a retomada das áreas já desocupadas.
As ações incluem:
- prisões de invasores
- inutilização de maquinário
- destruição de pistas e acampamentos
- bloqueio de rotas logísticas
Lideranças apontam riscos de reocupação
Durante o encontro, lideranças indígenas relataram pontos com indícios de movimentação recente de garimpeiros e estratégias usadas para tentar retornar ao território. As informações foram consideradas estratégicas para o monitoramento e resposta rápida das forças de fiscalização.
A Casa de Governo afirmou que a política de desintrusão prioriza não apenas retirar invasores, mas desarticular toda a estrutura que sustentava o garimpo ilegal na região.
Sistema de alerta indígena será ampliado
Outro tema debatido foi o fortalecimento dos sistemas de alerta enviados pelas associações indígenas. A proposta é integrar esses dados de forma mais ágil aos mecanismos oficiais de monitoramento para detectar invasões com maior rapidez.
O governo federal reafirmou a manutenção de presença permanente do Estado na terra indígena, com atuação coordenada para garantir proteção territorial e impedir a reocupação ilegal.