O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Última modificação em 12 de fevereiro de 2026 às 10:37
A 22ª rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11) e realizada em fevereiro de 2026, aponta que 57% dos brasileiros avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece continuar por mais quatro anos no cargo. Apesar disso, o levantamento mostra o petista na liderança dos cenários eleitorais testados para a disputa presidencial.
A pesquisa foi realizada com 2.004 entrevistas presenciais e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Avaliação do governo
Na avaliação da gestão federal, 49% desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 45% aprovam, indicando um quadro de polarização estável. Quando questionados sobre a qualidade do governo, 39% classificam a administração como negativa, 33% como positiva e 26% como regular.

Para 42% dos entrevistados, o atual mandato é pior do que os dois primeiros governos de Lula — índice que chega a 83% entre eleitores que se declaram bolsonaristas.
A percepção sobre o ambiente informacional também é majoritariamente desfavorável ao Planalto: 41% afirmam ver mais notícias negativas sobre o governo, enquanto 30% relatam maior exposição a notícias positivas. Entre eleitores da direita não bolsonarista e bolsonaristas, essa percepção negativa atinge 74% e 75%, respectivamente.
Cenário eleitoral e teto de crescimento
Na intenção de voto espontânea, 65% dos entrevistados se declaram indecisos. Lula aparece com 19%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 10%.
Nos cenários estimulados, o presidente oscila entre 35% e 39%, enquanto o principal nome da oposição varia entre 29% e 33%. Outros pré-candidatos da direita, como Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado, ambos do PSD, registram até 8% e 4%, respectivamente.
Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, a vantagem é de cinco pontos percentuais (43% a 38%), a menor diferença entre os confrontos. Diante de Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSD), a vantagem varia de 7 a 14 pontos percentuais.

A resistência à reeleição aparece associada à percepção de que 55% acreditam que o País está na direção errada. Além disso, 43% avaliam que a economia piorou nos últimos 12 meses e 61% relatam perda de poder de compra.

Influência de Bolsonaro
A pesquisa também aponta que 22% dos entrevistados afirmam que votariam em qualquer candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 25% considerariam a indicação, embora não como fator decisivo. Em sentido oposto, 49% dizem que não votariam de forma alguma em um nome apoiado por Bolsonaro.
Economia e segurança pressionam avaliação
O cenário econômico aparece como um dos principais fatores de insatisfação. Para 43%, a economia piorou no último ano, enquanto 61% dizem ter sentido redução no poder de compra. A alta nos preços dos alimentos foi percebida por 56% dos entrevistados apenas no último mês.
A percepção sobre o mercado de trabalho também é negativa: 49% afirmam que está mais difícil conseguir emprego atualmente.
A violência se consolidou como a principal preocupação nacional, citada por 27% dos entrevistados. No Nordeste, onde Lula registra 61% de aprovação, 35% apontam a segurança pública como maior problema. No Sudeste, onde a desaprovação atinge 54%, a violência é mencionada por 26%.
No Centro-Oeste e Norte, 29% citam a violência como principal temor, em um contexto de 51% de desaprovação ao governo. Já no Sul, onde a desaprovação chega a 61%, a corrupção supera a violência como principal preocupação, com 22% das menções.
Redes sociais e perfil do eleitor
As redes sociais aparecem como principal fonte de informação política para 38% dos entrevistados, superando a televisão, com 35%. Entre jovens de 16 a 34 anos, 48% se informam principalmente pelas redes, enquanto 49% dos idosos apontam a TV como principal meio.
O perfil do eleitorado é majoritariamente feminino (53%) e composto, em grande parte, por pessoas com renda entre dois e cinco salários mínimos. No espectro político, independentes representam 32% dos entrevistados, seguidos por direita não bolsonarista (21%), lulistas (19%), esquerda não lulista (14%) e bolsonaristas (12%). O cenário reforça a centralidade dos eleitores de centro na definição da disputa presidencial de 2026.
Fonte: Genial/ Quaest
Por: M3 Comunicação Integrada