Destruição de pista de pouso clandestina na Terra Indígena Yanomami. Foto: Divulgação Forças Armadas
Última modificação em 19 de fevereiro de 2026 às 09:24
Uma pista de pouso usada pelo garimpo ilegal foi destruída pelas Forças Armadas na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, durante operação realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro. O alvo ficava na região de Xitei, área conhecida como “Pupunha”, um dos polos de mineração clandestina dentro do território indígena.
Segundo os militares, cerca de 400 quilos de explosivos foram empregados para inutilizar a pista, considerada estratégica para o abastecimento das frentes de garimpo. A ação integrou a Operação Catrimani II e contou com apoio aéreo de helicóptero Black Hawk da Força Aérea Brasileira.
As pistas clandestinas são usadas por aviões e helicópteros de pequeno porte para levar combustível, equipamentos e mantimentos aos garimpos ilegais. Ao destruir esses pontos logísticos, as forças de segurança tentam interromper o fluxo de suprimentos que sustenta a atividade dentro da Terra Indígena Yanomami.
De acordo com o comando da operação, a localização da pista resultou de trabalho de inteligência conjunto entre Forças Armadas e órgãos federais que atuam na chamada Casa de Governo em Roraima, estrutura criada para coordenar ações na crise yanomami.
Além de atingir a logística do garimpo, a interdição busca reduzir impactos ambientais e riscos às comunidades indígenas. A mineração ilegal na região está associada ao desmatamento e à contaminação de rios por mercúrio, substância usada na separação do ouro.
A Operação Catrimani II faz parte do esforço federal permanente para retirar garimpeiros da Terra Yanomami e impedir a reabertura de rotas de acesso à área protegida.
Fonte: Forças Armadas
Por: M3 Comunicação Integrada