Números indicam que a maioria da população roraimense passou a se concentrar em faixas de renda intermediárias ou mais elevadas. Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Última modificação em 23 de janeiro de 2026 às 09:19
Roraima registrou uma mudança expressiva no perfil de renda da população nos últimos anos. Atualmente, 62,17% dos moradores do estado vivem em famílias com renda entre quatro e mais de 20 salários mínimos, faixa que engloba as classes C, B e A. O percentual representa um crescimento de 8,71 pontos percentuais em relação a 2022, quando esse grupo correspondia a 53,46% da população.
Os dados fazem parte de um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), que classifica como classe C as famílias com renda entre quatro e dez salários mínimos, classe B aquelas entre dez e 20 salários mínimos e classe A os domicílios com rendimentos superiores a 20 salários mínimos.
Na prática, os números indicam que a maioria da população roraimense passou a se concentrar em faixas de renda intermediárias ou mais elevadas, consolidando uma tendência de ascensão econômica observada também em nível nacional. De acordo com o mesmo estudo, 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e passaram a integrar classes de maior renda no período analisado, avanço equivalente a 8,44 pontos percentuais no país.
Fatores que impulsionaram a mudança
Segundo a FGV, o avanço está diretamente relacionado ao aumento da renda do trabalho, à recuperação do mercado de emprego formal e à atuação integrada de políticas públicas de proteção social. Programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de ações voltadas à educação, qualificação profissional e acesso ao crédito, tiveram papel central no processo.
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados demonstram que a política social tem funcionado como instrumento de mobilidade econômica.
“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou.
Especialistas avaliam que, no caso de Roraima, fatores como a ampliação de vagas no setor de serviços, investimentos públicos, aumento do consumo interno e maior formalização do trabalho contribuíram para acelerar a elevação da renda média das famílias, aproximando o estado da dinâmica observada em outras regiões do país.
Fonte: FGV
Por: M3 Comunicação Integrada