Presidente da Federação FE Brasil, Rudson Leite. Foto: M3 Comunicação Integrada
Última modificação em 19 de fevereiro de 2026 às 12:24
O presidente da Federação Fé Brasil em Roraima, Rudson Leite, é o convidado do episódio #52 do podcast Papo M3 Realidades Políticas que foi ao ar nesta quinta-feira, 19. Durante a entrevista Rudson afirmou que o grupo trabalha para lançar candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado nas eleições de 2026, além de montar chapas competitivas para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa.
Segundo ele, a federação já tem um nome para o Executivo estadual e negocia uma candidatura forte para o Senado. “Vamos ser candidatos ao governo. O nosso candidato hoje é o Dr. Juscelino Kubicheck Pereira”, disse.
Prioridade é a Câmara Federal
Leite declarou que a prioridade estratégica da federação é a eleição de ao menos um deputado federal. “Hoje temos 12 pré-candidatos a federal, um número muito bom. A nossa pretensão é eleger um deputado federal, e vamos eleger”, afirmou. Para a disputa estadual, ele disse haver mais de 20 nomes em negociação, sobretudo suplentes ou candidatos que tiveram votação expressiva em eleições anteriores.
O dirigente avaliou que a montagem de chapas tem sido difícil para todos os partidos em Roraima, devido à concentração de recursos e candidaturas competitivas em grandes coligações. “Tem candidato com muitos recursos que vai para o grupão. E tem aqueles que não têm a mesma densidade. Esses vão decidir até março ou abril. Nós estaremos esperando para montar o grupo”, disse, citando o PV como destino possível.
Disputa ideológica e cenário nacional
No plano nacional e ideológico, Leite sustenta que o PV não deve ser rotulado como partido de esquerda, embora dialogue com pautas progressistas. “O Partido Verde não é preso à esquerda nem à direita. Está à frente disso. A gente debate aborto, cannabis medicinal, sustentabilidade há muito tempo”, afirmou.
Ele também disse ver potencial de crescimento eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Roraima em 2026, atribuindo isso à comunicação sobre programas federais. Segundo Leite, políticas como Bolsa Família e habitação têm impacto político local que não é percebido como ação do governo federal. “O eleitor vota em quem está na prefeitura, mas o recurso é federal. Precisamos comunicar isso”, declarou.
Críticas a alianças e financiamento
O dirigente criticou ainda a migração do prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, do MDB para o PL, apontando possível incoerência ideológica. “Achei um movimento fora da casinha. O eleitor do MDB é mais à esquerda. Como vai assimilar o PL junto?”, questionou.
Sobre financiamento eleitoral, Leite explicou que, pela regra da federação, cada partido administra seus próprios recursos e tempo de campanha. Ele afirmou ter enviado orçamento conjunto para viabilizar uma campanha competitiva, condicionado à consolidação da chapa federal. “Partido não olha só estadual ou Senado. A questão sine qua non é federal. Se não for federal, não tem campanha”, concluiu.
Onde acompanhar
Para acompanhar essa conversa e ter acesso a todas as entrevistas, o público pode seguir o canal oficial do Papo M3 Realidades no YouTube.
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Por: M3 Comunicação Integrada