Deputada Federal Helena da Asatur. Foto: M3 Comunicação Integrada
Última modificação em 19 de fevereiro de 2026 às 12:17
A convidada do episódio #51 do podcast Papo M3 Realidades Políticas é a deputada federal Helena da Asatur. O episódio foi ao ar nesta quinta-feira, 12 e trouxe reflexões importantes para atual cenário político de 2026. Durante a conversa Helena afirmou que decidiu ingressar na política após enfrentar um grave problema de saúde em 2018, quando precisou de tratamento fora de Roraima e percebeu a vulnerabilidade de quem depende exclusivamente do sistema público local. Segundo ela, a experiência redefiniu seu propósito.
A parlamentar disse que até então não tinha interesse pela vida pública e atuava exclusivamente no empresariado, onde construiu grupo que hoje emprega centenas de famílias. “Até 2018 eu nem pensava em política. Mas depois que passei por isso, senti que Deus colocou no meu coração: ‘vá e ajude as pessoas’”, afirmou.
Mandato com foco na saúde e municípios
Helena destacou que a principal marca de sua atuação parlamentar tem sido o envio de recursos para a saúde em todos os municípios de Roraima, inclusive onde não possui base política. “Eu não sou deputada do prefeito A ou B, sou deputada do Estado. Em todos os lugares quero deixar um legado”, disse.
Entre as ações citadas, ela mencionou emendas para equipar unidades com raio-X e apoiar infraestrutura municipal. Também destacou o repasse de mais de R$ 15 milhões para a Prefeitura de Boa Vista, destinado a reduzir a fila de cirurgias infantis. “Já fizemos mais de 500 cirurgias. Tinha criança há três anos esperando. Hoje todas de 0 a 12 anos estão sendo atendidas”, afirmou.
Representatividade feminina no Congresso
Única mulher da bancada federal de Roraima, Helena relatou sentir responsabilidade adicional na representação política feminina e defendeu maior presença de mulheres nos espaços de poder. “Nós somos 55% do eleitorado em Roraima e só uma deputada federal. Lá em Brasília são 513 deputados e apenas 91 mulheres, 17%”, afirmou.
Segundo ela, a participação feminina influencia a formulação de políticas públicas. “A mulher vive mais as políticas públicas no dia a dia. Por isso é justo estar nos espaços de decisão”, disse, acrescentando que incentiva novas candidaturas femininas. “Eu me sinto sozinha lá. Precisamos eleger mais mulheres.”
Possível disputa ao Senado
Sobre especulações de candidatura ao Senado, Helena indicou que vê necessidade de ampliar a presença feminina na Casa, mas não confirmou decisão. “Há necessidade de mulheres no Senado”, afirmou, ao ser questionada sobre o tema.
A deputada, que foi uma das mais votadas do estado, disse que pretende seguir com atuação voltada à saúde e ao atendimento direto das demandas municipais. “Eu ando, escuto o povo e mando o recurso para onde há necessidade. Faço isso de coração”, concluiu.
Onde acompanhar
Para acompanhar essa conversa e ter acesso a todas as entrevistas, o público pode seguir o canal oficial do Papo M3 Realidades no YouTube.
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Por: M3 Comunicação Integrada