Sociólogo, Doutor em Relações Internacionais, professor universitário e servidor público federal, Linoberg Almeida. Foto: M3 Comunicação Integrada
Última modificação em 6 de novembro de 2025 às 10:58
O episódio #37 do podcast Papo M3 Realidades vai ao ar nesta quinta-feira (16) e tem como convidado o sociólogo, doutor em relações internacionais e professor universitário, Linoberg Almeida. Durante a entrevista, Lino conversou sobre cidadania, educação e o papel de quem representa a população nos espaços públicos de decisão. Ele ainda ressaltou que a transformação social passa pela consciência política e pela valorização da educação básica.
O papel transformador da escola
Para o professor, o comportamento ético de quem ocupa cargos públicos deve servir de exemplo à sociedade.
“Quem nos representa precisa ser um farol. Não dá pra aceitar que alguém eleito dirija sem cinto, use o celular ao volante ou se desconecte da comunidade que o elegeu. O político precisa inspirar confiança e coerência”, afirmou.
Ele defende que o sentimento de pertencimento e de coletividade precisa ser resgatado. “A gente como sociedade precisa de representantes que inspirem. Alguém que diga que todos os modelos de família cabem, que professor precisa ser respeitado, que o agente comunitário de saúde deve ser valorizado. São as profissões menores que sustentam o todo.”
Educador há anos, o ex-vereador também apontou a educação como o pilar central da mudança. Para ele, o fortalecimento da escola pública é indispensável para formar cidadãos críticos e conscientes.
“O professor tem um papel essencial. É ele quem planta as sementes do pensamento crítico, da reflexão e da mudança. A educação é a base de todas as outras profissões”, disse.
Apesar disso, ele lamenta o cenário atual da educação em Roraima. “O estado está fechando escolas quando deveria abrir mais. Faltam professores, concursos, estrutura e equipamentos básicos. Se a educação fosse realmente prioridade, não estaríamos debatendo o mínimo”, afirmou.
Segundo ele, militarizar escolas não é solução. “Força nunca resolveu nada. O problema não é disciplina, é investimento. A escola tem que ser espaço de convivência, arte, lazer e formação humana.”
“Acreditar em si é o primeiro passo”
Encerrando a conversa, o educador deixou uma reflexão sobre persistência e propósito.
“Acreditar em si mesmo é fundamental. Muita gente começa coisas e desiste — faculdade, projetos, relacionamentos. Nem tudo precisa ser descartado. Às vezes, o que falta é coragem pra consertar”, afirmou.
Para ele, a esperança é uma escolha diária. “Se a gente confia no próprio potencial, consegue recuperar o tempo perdido, recomeçar e se tornar melhor. Acreditar em si é o primeiro passo pra mudar o que está ao redor.”
A entrevista completa já está disponível no perfil oficial do podcast Papo M3 Realidades.
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Por: M3 Comunicação Integrada