Este resultado supera o recorde anterior, registrado em novembro de 2024 (6,1%). Foto: Reprodução
Última modificação em 31 de julho de 2025 às 15:28
No segundo trimestre de 2025, o Brasil alcançou uma taxa de desemprego de 5,8%, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. O dado foi divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (31).
Este resultado supera o recorde anterior, registrado em novembro de 2024 (6,1%). Nos primeiros três meses de 2025, a taxa estava em 7%, e no segundo trimestre de 2024, em 6,9%.
Mercado de trabalho e informalidade
Entre abril e junho, o país contabilizou 102,3 milhões de trabalhadores ocupados e 6,3 milhões de desocupados — uma redução de 17,4% na busca por emprego em relação ao primeiro trimestre, representando 1,3 milhão de pessoas a menos procurando trabalho. O total de ocupados cresceu 1,8% no período, com 1,8 milhão de novos trabalhadores.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões, alta de 0,9% e o maior já registrado. Já os trabalhadores sem carteira somaram 13,5 milhões, aumento de 2,6%.
A taxa de informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira, autônomos e empregadores sem CNPJ, caiu para 37,8%, o menor nível desde o segundo trimestre de 2020 (36,6%).
O contingente de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — caiu para 2,8 milhões, o menor desde 2016.
Atualização da pesquisa
A Pnad Contínua divulgada agora é a primeira com ponderação atualizada, baseada no Censo Demográfico de 2022, garantindo maior precisão e representatividade dos dados coletados em 211 mil domicílios em todo o país.
Rendimentos em alta
O rendimento médio mensal do trabalhador atingiu R$ 3.477, o maior da série, com aumento de 1,1% sobre o primeiro trimestre de 2025 e 3,3% em relação ao mesmo período de 2024.
Com mais pessoas empregadas e salários maiores, a massa salarial totalizou R$ 351,2 bilhões, o maior valor já registrado, crescimento de 5,9% (R$ 19,7 bilhões) frente ao segundo trimestre de 2024. Esse montante impulsiona a economia via consumo e poupança.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação