
Última modificação em 24 de março de 2026 às 09:35
Foto: Jornal da USP
Pesquisa da Ipsos divulgada nesta terça-feira (24) mostra que o crime e a violência seguem como a principal preocupação dos brasileiros, citados por 48% dos entrevistados. A corrupção aparece em segundo lugar, com 42%, mantendo tendência de alta ao longo dos últimos meses.
Segundo o CEO da Ipsos Brasil, Diego Pagura, o avanço da preocupação com corrupção está ligado ao noticiário recente e ao ambiente político mais intenso em ano eleitoral. “Esse movimento dialoga com a maior presença do tema no noticiário recente, com episódios como o caso envolvendo o Banco Master, além de um cenário político mais aquecido”, avaliou.
Na sequência do ranking aparecem pobreza e desigualdade social (36%) e saúde (35%). Os impostos fecham a lista das cinco maiores preocupações, com 28%.
O levantamento ouviu cerca de mil pessoas entre 16 e 74 anos no Brasil, entre os dias 20 de fevereiro e 6 de março, dentro de uma pesquisa global realizada em 30 países.
Principais preocupações no Brasil:
- Crime e violência: 48%
- Corrupção: 42%
- Pobreza e desigualdade social: 36%
- Saúde: 35%
- Impostos: 28%
- Educação: 22%
- Inflação: 22%
- Desemprego: 15%
Outros temas, como meio ambiente (10%), mudança climática (9%) e extremismo (8%), aparecem com menor peso entre as preocupações da população.
De acordo com Pagura, tanto a violência quanto a corrupção registraram crescimento relevante no período de um ano, refletindo a influência de investigações recentes e debates públicos. “As investigações e escândalos seguem dando visibilidade a esse problema crônico no país”, afirmou.
Cenário global
No cenário internacional, o crime e a violência também lideram, com 33% das menções. Em seguida aparecem desemprego (29%), inflação (29%) e pobreza e desigualdade social (29%), indicando que questões econômicas e sociais continuam no centro das preocupações mundiais.
Foram entrevistados 24.695 adultos em 30 países. Para o CEO da Ipsos, os dados mostram a continuidade de um ambiente global de pressão. “A fotografia internacional indica menos uma ruptura e mais a persistência de um cenário em que questões econômicas e sociais seguem moldando o humor das populações”, concluiu.
Fonte texto: G1