Após a votação, houve empurra-empurra entre os parlamentares. Foto: Reprodução / Redes Sociais
Última modificação em 26 de fevereiro de 2026 às 11:24
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida foi proposta no requerimento 2939/2026, apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Logo após a votação, a sessão foi marcada por tumulto no plenário, com empurra-empurra entre parlamentares governistas e de oposição. Deputados se aproximaram da mesa diretora em protesto contra o resultado, o que desencadeou a confusão. Houve tentativa de agressões, mas ninguém ficou ferido.
Entre os envolvidos no confronto estavam os deputados Rogério Corrêa (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ), além do próprio relator. A sessão foi suspensa por 15 minutos após o episódio.
Investigação mira suposta relação com operador do INSS
O filho do presidente passou a ser alvo da CPMI após reportagens indicarem que ele teria recebido valores do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo o relator, há indícios de que Fábio Luís teria atuado como “sócio oculto” do operador. A justificativa menciona mensagens interceptadas nas quais Antunes, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa da empresária Roberta Luchsinger, teria respondido tratar-se de “o filho do rapaz”.
Outros alvos e convocações
Na mesma sessão, a CPMI aprovou requerimentos para quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master e a convocação do ex-CEO da instituição, Augusto Ferreira Lima.
Também foi aprovada a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que deverá prestar depoimento à comissão.