Última modificação em 6 de março de 2026 às 11:33

O número de casos confirmados de coqueluche na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, chegou a 19, segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada na quinta-feira (5). Apesar do aumento nas confirmações da doença, o total de mortes permanece em três no território.
Dados do painel de monitoramento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami indicam que 92 notificações da doença já foram registradas na região. Desse total, 57 casos foram descartados após análise, 16 seguem em investigação e quatro pacientes tiveram cura registrada.
De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início de fevereiro uma força-tarefa formada por especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS) e da Força Nacional do SUS (FN-SUS) atua na região para reforçar o atendimento e tentar conter o avanço da doença.
As equipes já realizaram 2.175 atendimentos nas comunidades indígenas. Ao todo, 1.343 indígenas foram vacinados, com a aplicação de 2.346 doses.
Além da vacinação, foram administradas 567 quimioprofilaxias — tratamento preventivo indicado para pessoas que tiveram contato com casos suspeitos da doença.
Os profissionais também realizam busca ativa de pacientes com sintomas, coleta de material para análise clínica e acompanhamento de pessoas com suspeita da doença e de seus contatos.
As ações de saúde já alcançaram oito polos-base do DSEI Yanomami, entre eles Aratha-U, Haxiu, Maloca Paapiu, Parafuri, Parima, Surucucu e Xitei.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que, após a declaração de emergência sanitária no território, houve aumento na cobertura vacinal infantil na região.
Segundo os dados divulgados, entre crianças menores de um ano, a cobertura com esquema vacinal completo passou de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025. Já entre crianças menores de cinco anos, a taxa subiu de 52,9% para 73,5% no mesmo período.
Durante a apuração, também foram questionadas informações divulgadas por uma associação que atua na região e que apontava cinco mortes por coqueluche no território. Em resposta, o ministério informou que os números divulgados pela entidade não constam nos registros oficiais.
De acordo com a pasta, todos os pacientes com suspeita da doença e seus contatos seguem em tratamento e monitoramento pelas equipes de saúde que atuam na região.
Fonte: Folha de Boa Vista
Por: M3 Comunicação Integrada