A capital com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Última modificação em 6 de janeiro de 2026 às 10:30
Comprar um imóvel residencial ficou significativamente mais caro em 2025. Segundo dados do Índice FipeZAP, divulgados nesta terça-feira (6), os preços subiram 6,52% no ano, a segunda maior alta dos últimos 11 anos, atrás apenas de 2024, quando o avanço foi de 7,73%.
O reajuste superou a inflação ao consumidor no período, estimada em 4,18%, considerando o IPCA acumulado até novembro e o IPCA-15 de dezembro. Com isso, houve valorização real de 2,24% no preço dos imóveis.
Para Paula Reis, economista do Grupo OLX, o movimento está ligado ao bom desempenho da economia brasileira em 2025, especialmente no mercado de trabalho.
“Mesmo com juros elevados, o aumento da renda ajudou a sustentar a demanda. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas ainda coube no orçamento de parte das famílias”, afirma.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano. Ainda assim, o país registrou a menor taxa de desemprego da série histórica, de 5,2%, no trimestre encerrado em novembro, segundo a PNAD Contínua.
O crescimento econômico também surpreendeu. A projeção inicial para o PIB de 2025 era de 2,04%, mas as estimativas mais recentes apontam expansão próxima de 2,3%.
Capitais lideram altas no ano
O FipeZAP monitora preços de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios online. Em 2025, nenhuma delas registrou queda nos preços — cenário diferente de 2024, quando Santa Maria (RS) teve recuo de 1,5%.
Entre as capitais, os maiores aumentos foram registrados em:
- Salvador: +16,25%
- João Pessoa: +15,15%
- Vitória: +15,13%
- São Luís: +13,91%
- Fortaleza: +12,61%
Na outra ponta, as menores variações ocorreram em:
- Brasília: +4,05%
- Goiânia: +2,55%
- Aracaju: +2,23%
Nesses casos, os reajustes ficaram abaixo da inflação, o que representa queda real no valor dos imóveis.
Quanto custa um imóvel no Brasil hoje
Em dezembro, o preço médio de venda nas 56 cidades analisadas foi de R$ 9.611 por metro quadrado. Com base nesse valor, um apartamento de 50 m² custa, em média, R$ 480,5 mil.
Imóveis de um dormitório seguem mais caros por metro quadrado, com média de R$ 11.669/m², enquanto os de dois dormitórios ficaram em R$ 8.622/m².
A cidade com o metro quadrado mais caro do país é Balneário Camboriú (SC), onde o valor médio chegou a R$ 14.906/m². Um imóvel de 50 m² no município custa cerca de R$ 745,3 mil.
Entre as capitais, o ranking é liderado por Vitória (ES), seguida por Florianópolis e São Paulo.
Preço médio do m² nas capitais (dezembro)
- Vitória – R$ 14.108
- Florianópolis – R$ 12.773
- São Paulo – R$ 11.900
- Curitiba – R$ 11.686
- Rio de Janeiro – R$ 10.830
- Belo Horizonte – R$ 10.642
- Maceió – R$ 9.836
- Brasília – R$ 9.754
- Fortaleza – R$ 8.963
- São Luís – R$ 8.617
- Recife – R$ 8.446
- Belém – R$ 8.341
- Goiânia – R$ 8.139
- Salvador – R$ 7.972
- João Pessoa – R$ 7.970
- Porto Alegre – R$ 7.505
- Manaus – R$ 7.189
- Cuiabá – R$ 6.801
- Campo Grande – R$ 6.330
- Natal – R$ 6.146
- Teresina – R$ 5.789
- Aracaju – R$ 5.282
A capital com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), com média de R$ 4.353, o que coloca um imóvel de 50 m² em torno de R$ 217,6 mil.
Por: M3 Comunicação Integrada