Última modificação em 11 de março de 2026 às 09:05

Empresas abertas no Brasil a partir de julho de 2026 passarão a receber um novo formato de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que incluirá letras e números na identificação. A mudança foi anunciada pela Receita Federal e valerá apenas para novos registros.
De acordo com a norma que regulamenta a alteração, em vigor desde outubro de 2024, os CNPJs já existentes não serão modificados. Os números atuais permanecem válidos e continuarão funcionando normalmente.
O novo modelo mantém a estrutura de 14 caracteres, mas com uma mudança significativa: as 12 primeiras posições passam a ser alfanuméricas, combinando letras de A a Z e números de 0 a 9. Já os dois últimos dígitos seguem numéricos e continuam funcionando como verificadores para validar o cadastro.
Nesse formato, as oito primeiras posições representam a chamada “raiz” da empresa, que identifica o negócio principal. As quatro posições seguintes indicam a filial, unidade ou estabelecimento vinculado à empresa.
Segundo a Receita Federal, a mudança ocorre devido ao crescimento contínuo do número de empresas no país e ao risco de esgotamento das combinações disponíveis no modelo atual, que utiliza apenas números. Com a inclusão de letras, a capacidade de geração de novos registros aumenta significativamente.
Em nota, o órgão afirmou que o CNPJ alfanumérico busca facilitar a identificação das empresas e melhorar o ambiente de negócios no país. “Essa solução tem como objetivo facilitar a identificação de todas as empresas e aprimorar o ambiente de negócios, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, destacou a Receita.
A implementação será gradual e ocorrerá por meio da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), em parceria com Juntas Comerciais e órgãos estaduais e municipais.
Segundo o governo federal, mesmo com a mudança no formato do número, o processo de abertura de empresas continuará o mesmo. A principal adaptação ocorrerá nos sistemas utilizados por empresas, contadores e desenvolvedores, que precisarão estar preparados para reconhecer o novo padrão alfanumérico em operações como emissão de notas fiscais e em sistemas de gestão empresarial.
Fonte: Folha de Boa Vista
Por: M3 Comunicação Integrada