Segundo a investigação, Faguinho orientou a esposa a realizar pagamentos em espécie e por transferência bancária a eleitores em troca de votos. Foto: Reprodução
Última modificação em 14 de novembro de 2025 às 11:07
Menos de um mês após ter o mandato cassado por compra de votos, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Luiz do Anauá, Fagner de Matos Gomes, o Faguinho (Progressistas), foi nomeado para um cargo comissionado no governo de Roraima. A nomeação, assinada pelo governador Antonio Denarium (Progressistas), foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 4 de novembro.
Faguinho assumirá o cargo de assessor especializado na Secretaria das Cidades, Desenvolvimento Urbano e Gestão de Convênios (Secidades). De acordo com o Portal da Transparência, o salário varia entre R$ 5.135,52 e R$ 5.263,91. A pasta também solicitou autorização para que o ex-vereador pudesse dirigir veículos oficiais a serviço da secretaria.
A nomeação ocorreu cerca de 20 dias após o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) confirmar, por unanimidade, a cassação do mandato do ex-parlamentar por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024. A decisão teve efeito imediato, tornando Faguinho inelegível até 2032.
Segundo a investigação, Faguinho orientou a esposa a realizar pagamentos em espécie e por transferência bancária a eleitores em troca de votos. Ele chegou a ser preso pela Polícia Federal, que encontrou com ele R$ 1,7 mil em dinheiro, distribuídos em notas de R$ 100, além de cópias de títulos eleitorais de pessoas que não residiam em sua casa.
A operação policial levou o então primeiro suplente, Curió, recém-empossado após a cassação, a acionar a Justiça Eleitoral. Durante todo o processo, Faguinho negou as acusações. Em nota, ele afirmou que “não há impedimento legal ou judicial para o exercício de cargo público”.
Por: M3 Comunicação Integrada