A diminuição é atribuída ao reforço das ações de vigilância epidemiológica. Foto: Comunicação/Instituto Oswaldo Cruz
Última modificação em 9 de janeiro de 2026 às 11:35
Roraima conseguiu reduzir em 29,9% o número de casos prováveis de dengue em 2025, na comparação com o ano anterior. O total caiu de 715 registros em 2024 para 501 neste ano, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).
A diminuição é atribuída ao reforço das ações de vigilância epidemiológica e ao combate direto aos focos do mosquito transmissor da doença.
Ações em campo e apoio aos municípios
De acordo com a Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS), o resultado está ligado ao trabalho conjunto entre Estado e municípios, com equipes atuando diretamente nas cidades para orientar, supervisionar e fortalecer as rotinas de controle do Aedes aegypti.
Entre as principais estratégias estão visitas técnicas, acompanhamento das atividades locais e apoio na realização do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), além de capacitações voltadas à vigilância, manejo clínico e controle vetorial.
Somente em 2025, foram feitas 43 visitas técnicas aos 15 municípios de Roraima, com monitoramento contínuo da situação epidemiológica.
Profissionais capacitados para atender melhor
Outro ponto destacado foi o investimento na qualificação da rede de saúde. Ao longo do ano, 280 médicos foram capacitados para o manejo clínico das arboviroses, o que contribui para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos pacientes, reduzindo o risco de complicações.
Alta recente acende alerta
Apesar da queda no acumulado do ano, os dados mostram um sinal de alerta no último trimestre. Entre outubro e dezembro de 2025, Roraima registrou 107 casos prováveis, um aumento de 72% em relação ao mesmo período de 2024, quando houve 62 notificações.
Segundo a vigilância em saúde, o crescimento está relacionado principalmente às chuvas fora de época e às mudanças climáticas, que favorecem a proliferação do mosquito.
Municípios com maior risco
O levantamento mais recente classificou seis municípios como de alto risco para epidemia de dengue:
Alto Alegre, Amajari, Iracema, Pacaraima, São João da Baliza e São Luiz.
Outros quatro municípios aparecem com risco médio: Boa Vista, Cantá, Caroebe e Mucajaí. Já cinco cidades foram classificadas como de baixo risco: Bonfim, Caracaraí, Rorainópolis, Normandia e Uiramutã.
Prevenção continua essencial
Mesmo com a redução geral, as autoridades reforçam que a prevenção ainda é a principal arma contra a dengue. A orientação é eliminar qualquer recipiente que acumule água, manter quintais limpos e buscar atendimento médico imediato em caso de sintomas como febre alta, dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos.
Vacina ajuda, mas não substitui os cuidados
A vacinação também faz parte da estratégia de combate à dengue. Roraima foi um dos primeiros estados a receber o imunizante, que hoje é destinado a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme definição do Ministério da Saúde.
A aplicação ocorre preferencialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Gestantes não devem receber a vacina. Mesmo com a imunização disponível, o controle dos focos do mosquito segue sendo indispensável para evitar novos surtos.