
Última modificação em 13 de abril de 2026 às 10:00
O câncer de cabeça e pescoço é o terceiro tipo mais comum no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A doença ganhou atenção recente após o narrador esportivo Luis Roberto revelar diagnóstico de neoplasia na região cervical.
A neoplasia é caracterizada pelo crescimento anormal de células que não morrem no tempo adequado. Quando ocorre na região cervical, pode atingir estruturas como laringe, faringe e tireoide, formando tumores que podem ser benignos ou malignos.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que reduz as chances de tratamento mais eficaz. Os tumores são mais frequentes em áreas como cavidade oral, orofaringe, hipofaringe e laringe, com maior incidência entre homens.
Especialistas explicam que, embora alguns crescimentos celulares sejam benignos, como verrugas, os tumores malignos têm capacidade de invadir tecidos e se espalhar para outras partes do corpo, como os linfonodos do pescoço.
Principais causas e sintomas
Entre os principais fatores de risco estão o consumo excessivo de álcool, o tabagismo, a infecção pelo HPV e o histórico familiar.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Rouquidão persistente;
- Feridas na boca que não cicatrizam;
- Dor ou dificuldade para engolir;
- Sensação de corpo estranho na garganta;
- Sangramentos pela boca;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Cansaço excessivo e febre prolongada.
Médicos alertam que não há exames de rotina específicos para detecção precoce desse tipo de câncer. Por isso, a atenção aos sinais é fundamental.
A recomendação é procurar atendimento médico caso surjam nódulos no pescoço, lesões na boca ou garganta que não cicatrizem em até 15 dias, além de rouquidão ou dor persistente.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos de biópsia.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia. Em muitos casos, as chances de cura são consideradas boas, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente.
Fonte: Agência Brasil