Há cargos para candidatos com ou sem experiência registrada na carteira, assim como vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD). Foto: Reprodução
Última modificação em 28 de março de 2025 às 16:56
O Brasil encerrou o mês de fevereiro com um saldo positivo de 431.995 empregos com carteira assinada, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Este é o maior saldo mensal registrado na nova série histórica do Caged, que teve início em 2020.
Esse resultado foi impulsionado por 2.579.192 admissões e 2.147.197 desligamentos. No acumulado de 2025, o saldo positivo foi de 576.081 empregos. No período de 12 meses, o país registrou um aumento de 1.782.761 vagas formais.
Quanto ao estoque de empregos, o Brasil registrou, em fevereiro, 47.780.769 vínculos celetistas ativos, o que representa uma variação de +0,91% em relação ao mês anterior.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que os números de fevereiro são resultado das políticas de investimentos e reindustrialização adotadas pelo governo federal.
“Nós estimulamos um monte de investimento e esse é o resultado”, disse Marinho durante coletiva para apresentar os números na sede do ministério em Brasília.
Setor de serviços registrou o maior crescimento
O setor de serviços foi o que registrou maior crescimento, foram criados 254.812 postos de trabalho, uma variação de 1,1% em relação ao mês anterior. Na indústria, o crescimento foi de 69.884 postos, com uma variação de 0,78%. No comércio, houve a criação de 46.587 vagas (0,44%), enquanto na construção civil foram gerados 40.871 postos (1,41%). Na agropecuária, o aumento foi de 19.842 postos, representando uma variação de 1,08%.
O salário médio de admissão foi de R$ 2.205,25, o que representa uma redução real de R$ 79,41 em comparação ao mês anterior, ou uma variação negativa de aproximadamente -3,48%.
A maior parte das vagas foi preenchida por mulheres, que ocuparam 229.163 postos, enquanto os homens ficaram com 202.832 vagas.
A faixa etária predominante foi a de 18 a 24 anos, com a criação de 170.593 postos. O ensino médio completo foi o nível de escolaridade com maior saldo de vagas, totalizando 277.786 postos.
No que se refere à faixa salarial, a maior criação de postos ocorreu na faixa de até 1,5 salários mínimos, com 312.790 vagas. Quanto à cor/raça, as pessoas pardas registraram 269.129 postos, enquanto as brancas ocuparam 189.245 vagas.

Todos os estados, exceto Alagoas, registram geração positiva
Com exceção de Alagoas, todos os estados apresentaram saldo positivo na geração de empregos no mês passado. São Paulo liderou a criação de vagas, com 137.581 postos, seguido por Minas Gerais, com 52.603, e Paraná, com 39.176.
Os estados com menor saldo foram: Alagoas, que perdeu 5.471 postos; Acre, com a criação de 429 postos; e Paraíba, com 525 novos postos.
Em termos relativos, os estados com maior variação na criação de empregos em comparação ao mês anterior foram Goiás, com 20.584 postos e variação de 1,30%; Tocantins, com 3.257 postos e variação de 1,25%; e Mato Grosso do Sul, que gerou 8.333 postos, com variação de 1,24%.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação