Prateleira em um estabelecimento comercial com alimentos não perecíveis. Foto: João Viana/ Semcom Manaus
Última modificação em 10 de fevereiro de 2026 às 08:10
Boa Vista apresentou a menor variação no preço da cesta básica entre as capitais da região Norte em janeiro de 2026. É o que mostram dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (9) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o levantamento, o custo da cesta básica na capital roraimense teve aumento de 0,56% em relação ao mês anterior, chegando ao valor médio de R$ 655,79.
Na comparação entre as capitais do Norte, Manaus liderou a variação mensal, com alta de 4,44% e custo médio da cesta de R$ 647,97. Em seguida aparecem Palmas, com aumento de 3,37% e valor de R$ 700,44; Macapá, com variação de 1,66% e preço de R$ 661,55; Porto Velho, com alta de 1,52% e cesta a R$ 601,01; Belém, com reajuste de 1,05% e custo de R$ 673,55; Rio Branco, com aumento de 0,81% e valor de R$ 631,20. Boa Vista fechou o ranking regional, com a menor variação, de 0,56%.
De acordo com o Dieese, entre os itens que mais influenciaram a elevação dos preços em diversas capitais estão o tomate e o pão francês. O tomate, que vinha registrando quedas consecutivas nos últimos meses, voltou a subir em janeiro em 26 das 27 capitais pesquisadas, reflexo da menor oferta de frutos de melhor qualidade.
Defasagem salarial ainda é expressiva
No cenário nacional, a pesquisa aponta que o tempo médio necessário para a compra da cesta básica nas 27 capitais foi de 93 horas e 47 minutos em janeiro de 2026, abaixo das 98 horas e 41 minutos registradas em dezembro de 2025. Em janeiro de 2025, considerando 17 capitais com série histórica completa, a média era de 103 horas e 40 minutos.
A parcela do salário mínimo líquido comprometida com a compra da cesta também apresentou redução. Em janeiro de 2026, os trabalhadores destinaram, em média, 46,08% da renda para a aquisição dos alimentos, contra 48,49% em dezembro de 2025. No mesmo período de 2025, o percentual médio era de 50,94%.
Apesar da redução, o estudo destaca que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.177,57 em janeiro de 2026. O valor equivale a 4,43 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00, evidenciando a distância entre o piso nacional e o parâmetro previsto na Constituição.
Fonte: Dieese
Por: M3 Comunicação Integrada