Em Boa Vista, o valor da cesta básica passou de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro de 2025. Foto: Divulgação / Secom
Última modificação em 21 de janeiro de 2026 às 10:32
O preço da cesta básica de alimentos apresentou queda em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do segundo semestre de 2025. As reduções variaram entre -9,08% e -1,56%, com Boa Vista, capital de Roraima, liderando o ranking nacional de diminuição dos preços. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em Boa Vista, o valor da cesta básica passou de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro de 2025, uma redução de R$ 60,69, o equivalente a -9,08%. Na sequência aparecem Manaus (AM), com queda de -8,12% — de R$ 674,78 para R$ 620,42 — e Fortaleza (CE), que registrou recuo de -7,90%, passando de R$ 738,09 para R$ 677.
Capitais com menores reduções
Entre as capitais que apresentaram as menores variações no período estão Belo Horizonte (MG), com queda de -1,56%, Macapá (AP), com -2,10%, e Campo Grande (MS), com redução de -2,16%.
Desempenho por regiões
No recorte regional, Boa Vista lidera a redução no Norte. No Nordeste, Fortaleza apresentou o maior recuo nos preços. No Centro-Oeste, Brasília registrou queda de -7,65%, enquanto Florianópolis foi a capital com maior redução no Sul (-7,67%). Já no Sudeste, Vitória se destacou com diminuição de -7,05%.
Avaliação do governo federal
O presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou que a queda generalizada nos preços está relacionada às políticas agrícolas adotadas pelo governo federal. Segundo ele, os investimentos realizados no setor contribuíram para o aumento da produção de alimentos destinados ao consumo interno.
“Estamos comemorando porque essa redução é resultado dos investimentos que o governo vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, ampliando a produção de alimentos para o mercado interno”, declarou.
Pretto também destacou a importância dos Planos Safra dos últimos três anos, tanto para o setor empresarial quanto para a agricultura familiar. De acordo com ele, os volumes de recursos destinados ao financiamento agrícola foram recordes e contaram com juros subsidiados, o que ampliou o acesso ao crédito e contribuiu para maior estabilidade na produção de alimentos.