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Última modificação em 26 de fevereiro de 2026 às 11:02
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26) indica divisão na opinião pública sobre a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, realizados no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Segundo o levantamento, 46,7% dos entrevistados avaliam que o presidente utilizou a presença no evento como forma de propaganda eleitoral antecipada. Outros 41,7% interpretam a participação como gesto de valorização da cultura e da economia nacional.
Homenagem e legalidade do desfile
A pesquisa também mediu a percepção sobre a homenagem prestada ao chefe do Executivo pela escola de samba Acadêmicos de Niterói. Para 47,9%, o tributo está dentro da legalidade e se enquadra na liberdade de expressão. Já 45,4% consideram que o desfile configurou crime eleitoral e deveria ser punido.
Em relação à postura do presidente diante da homenagem, 35,5% avaliam que ele deveria ter recusado a participação. Outros 30,9% defenderam tanto o tributo quanto a presença do presidente no evento, enquanto 29% entendem que ele poderia ter aceitado a homenagem, mas mantendo distância das festividades.
Possível influência do governo
O levantamento aponta ainda percepções distintas sobre eventual participação do governo na concepção do desfile. Para 40,9% dos entrevistados, não houve interferência do Executivo na preparação. Em contrapartida, 32,8% acreditam que houve atuação ativa do governo na idealização de elementos da apresentação.
Alegoria e reação do público
A sondagem também avaliou a repercussão de uma alegoria que representou grupos conservadores em latas de conserva durante o desfile da escola. Para 41,8%, a ala constituiu crítica legítima ao que classificaram como “falso conservadorismo”. Outros 32,9% consideraram a representação ofensiva a valores tradicionais.
Uma parcela de 10,2% interpretou o elemento como forma de intolerância religiosa, enquanto 9,1% o avaliaram apenas como recurso humorístico típico do Carnaval. A maioria dos entrevistados (56,2%) afirmou não ter se sentido ofendida, ao passo que 31,8% disseram considerar a representação muito ofensiva.
Metodologia
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Fonte: Metrópoles / InfoMoney
Por: M3 Comunicação Integrada