
Última modificação em 26 de março de 2026 às 10:55
A jovem artista plástica roraimense Alícia Bianca Fernandes Silva, de 20 anos, está com obras expostas na primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), realizada no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Acadêmica do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), ela representa o estado no pavilhão dedicado ao bioma Amazônia.
O evento reúne projetos arquitetônicos de diferentes regiões do país, organizados em pavilhões que representam os biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal. A proposta é valorizar a diversidade territorial e aproximar a arquitetura do cotidiano da população.
As obras de Alícia integram o projeto “Casa-território: onde o rio, o céu e o lavrado habitam”, desenvolvido pelos arquitetos Rayesson Rocha, Estúdio Modullus e Jacquelinly Ramires. Ao todo, sete peças da artista foram selecionadas para compor o espaço:
- Sinfonia dos elementos (2025)
- Nervuras da folha (2025)
- Desabrochar (2025)
- Viagem ao Monte Roraima (2025)
- A ferida de Kopenawa (2025)
- Raízes (2025)
- Damurida (2024)
Segundo a artista, a participação na Bienal surgiu de forma espontânea, a partir de um contato inicial com a equipe do projeto. Após conhecer o trabalho desenvolvido pelos arquitetos, Alícia entrou em contato para parabenizá-los e, a partir desse diálogo, apresentou suas obras.
A primeira peça foi selecionada pela arquiteta Jacquelinly Ramires. Em seguida, o arquiteto Rayesson Rocha visitou a residência da artista para conhecer sua produção de perto e indicou outras obras à equipe. Poucos dias depois, veio o convite para integrar oficialmente o projeto.
“É uma imensa alegria estar como artista plástica na primeira Bienal de Arquitetura Brasileira. Ver a minha arte se unir a um espaço que valoriza nossa região, cultura e raízes é a realização de um sonho”, destacou Alícia.
Para ela, a participação também reforça a força da produção artística do Extremo Norte do Brasil. “É uma oportunidade de mostrar que a arte produzida em Roraima é potente, profissional e carrega uma identidade própria”, completou.
A Bienal de Arquitetura Brasileira segue aberta ao público até o dia 30 de abril de 2026. A iniciativa busca democratizar o acesso à arquitetura, apresentando-a como uma ferramenta cultural e transformadora.
Trajetória
Natural de Boa Vista, Alícia Bianca é artista plástica autodidata e iniciou sua trajetória ainda aos 12 anos. Atualmente, além da graduação em Arquitetura e Urbanismo, atua como artesã e modelo.
Ao longo da carreira, acumulou 19 premiações em concursos de desenho em níveis regional, nacional e internacional, com participações em eventos realizados em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, além de países como Portugal e Itália.
Suas obras já ilustraram edições do Estatuto da Criança e do Adolescente de Roraima, em português e espanhol, além de livros de ficção e materiais editoriais.
Em 2025, realizou sua primeira exposição individual, intitulada “Identidade e Cultura: Roraima e suas Singularidades”. No mesmo ano, tornou-se a mais jovem roraimense a ingressar na Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (ALACA), onde ocupa a cadeira nº 329.
Também em 2025, foi agraciada com a Medalha Pena de Ouro na categoria Criação Cultural e Artística, honraria concedida pela instituição em cerimônia realizada em Manaus.
Fonte: Roraima em Foco
Por: M3 Comunicação Integrada