Destroços de avião ilegal abatido na Terra Indígena Yanomami. Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo
Última modificação em 13 de janeiro de 2026 às 12:01
O governo federal informou que ações integradas realizadas entre março de 2024 e janeiro de 2026 reduziram em 98,77% as áreas de garimpo ativo na Terra Indígena Yanomami (TIY). Os dados são do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que monitora a região por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência.
No período de maior pressão da atividade ilegal, em 2024, o garimpo ocupava cerca de 4.570 hectares do território indígena. Ao final de 2025, a área com atividade garimpeira ativa caiu para 56,13 hectares. Segundo o governo, a repressão causou prejuízos superiores a R$ 642 milhões à estrutura econômica do garimpo ilegal, atingindo desde os pontos de extração até as rotas de abastecimento e escoamento do ouro.
Operação integrada
As ações fazem parte de uma atuação contínua coordenada pela Casa de Governo em Roraima, que já contabiliza 9 mil operações envolvendo a Força Nacional, Polícia Federal, Abin, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o ICMBio, além de outros órgãos federais.
Também participam das operações a Funai, ANTT, ANP, a Polícia Judiciária da Força Nacional, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira. As frentes de atuação incluem fiscalização em campo, ações de inteligência, controle do espaço aéreo e fluvial e bloqueio das principais rotas utilizadas por invasores para acessar o território indígena.
Estruturas destruídas e apreensões
Como resultado direto das operações, foram inutilizadas 45 aeronaves, 77 pistas de pouso clandestinas e 762 acampamentos, além da apreensão de combustíveis, motores, embarcações e outros equipamentos usados na atividade ilegal.
Em 2025, o cerco às rotas logísticas foi intensificado em áreas consideradas estratégicas, como a região do rio Uraricoera, historicamente utilizada como corredor de acesso por garimpeiros. Nessas áreas, o bloqueio fluvial e a presença permanente das forças de segurança reduziram significativamente a circulação de invasores.
No acumulado de 2024 e 2025, foram apreendidos 249 quilos de ouro em Roraima, sendo 213 quilos apenas em 2025, enfraquecendo a base financeira do garimpo ilegal. Também foram apreendidos 232 quilos de mercúrio, insumo essencial para a atividade criminosa e responsável por graves impactos ambientais.
Impactos sociais e ambientais
A redução da presença de garimpeiros trouxe reflexos diretos para a segurança das comunidades indígenas, de equipes de saúde e de agentes ambientais que atuam na região. Com menos invasores, houve diminuição de conflitos e retomada gradual de atividades tradicionais, como a pesca e o cultivo de roças.
Com o marco de 9 mil ações alcançado no início de 2026, o governo afirma que o combate ao garimpo ilegal entra em uma fase de continuidade permanente, com foco na prevenção de novas invasões, no monitoramento constante do território e em avanços ambientais e sociais.
Fonte: Casa Civil
Por: M3 Comunicação Integrada