De acordo com a Anvisa, os produtos contêm substâncias que não passaram por avaliação de segurança. Foto: Rmcarvalho/Getty Images
Última modificação em 21 de janeiro de 2026 às 11:34
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo de suplementos alimentares de duas marcas, por conterem ingredientes cuja segurança não foi comprovada para uso em suplementos. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (20).
Suplementos da Cycles Nutrition
A medida atinge três produtos da marca Cycles Nutrition: Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition. Os suplementos são fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios.
De acordo com a Anvisa, os produtos contêm substâncias que não passaram por avaliação de segurança exigida para suplementos alimentares, o que pode representar riscos à saúde dos consumidores. Além da suspensão, a agência determinou o recolhimento dos itens do mercado.
Em nota divulgada nas redes sociais, a Cycles Nutrition informou que utiliza, sempre que possível, ingredientes compostos principalmente por frutas e vegetais, submetidos a processos rigorosos de seleção, controle de qualidade e certificação. A empresa afirmou ainda que os extratos citados se tratam de frutas ou vegetais em pó, ingredientes amplamente utilizados no Brasil e no exterior para conferir aroma, sabor e cor a suplementos e alimentos.
A marca declarou que está prestando esclarecimentos à Anvisa e encaminhando estudos e dossiês técnicos, além de manter seus clientes e parceiros informados sobre o andamento do caso.
Produtos da Mushin
Outra empresa atingida pela decisão da Anvisa foi a Mushin Serviços e Comércio no Geral. Três produtos da linha Fantastic Oat foram suspensos: Frutas Vermelhas, Banana e Caramelo e Maçã e Canela. A Anvisa também determinou o recolhimento desses produtos.
Segundo a agência reguladora, os itens eram comercializados com a alegação de conter “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, ingrediente que ainda não teve a segurança avaliada para uso em suplementos alimentares. Além disso, os produtos apresentavam alegações de benefícios como redução do colesterol ruim e controle dos níveis de açúcar no sangue, sem comprovação científica.
Procurada pela Agência Brasil, a Mushin informou ter sido surpreendida com a decisão da Anvisa. Em nota, a empresa afirmou que o extrato de cogumelo Agaricus bisporus contendo vitamina D2 foi aprovado para uso em alimentos convencionais e suplementos alimentares, tendo sido avaliado e autorizado no Brasil em 2023. A empresa declarou ainda que possui a documentação necessária e que já acionou seus advogados para tratar do caso junto à Anvisa.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada