Usina da BBF em Roraima. Foto: Reprodução / Internet
Última modificação em 28 de outubro de 2025 às 09:55
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aplicou uma multa de R$ 27,2 milhões contra a Brasil BioFuels (BBF) e revogou a outorga da UTE Híbrido Forte de São Joaquim (HFSJ), termelétrica de 56,2 MW localizada em Boa Vista, Roraima. A punição ocorreu devido ao descumprimento do cronograma de implantação do empreendimento.
De acordo com o processo de fiscalização, a usina apresenta 62,2% das obras concluídas, percentual que permanece estagnado desde novembro de 2024. A BBF e a empresa Aggreko chegaram a propor um novo modelo para viabilizar o projeto, com transferência de titularidade, mas nenhum avanço concreto foi registrado nos dois meses seguintes.
A Aneel identificou ainda que a companhia enfrenta dificuldades de fluxo de caixa, o que compromete a continuidade das obras e inviabiliza o início da operação comercial da usina.
“São vários os episódios em que esta relatoria cobrou assertividade e celeridade da empresa. Mesmo após reconhecer sua incapacidade financeira e sugerir troca de controle como solução, a tônica da BBF foi sempre a de suscitar infindáveis prorrogações e descumprir promessas e prazos”, afirmou a diretora e relatora do processo, Agnes da Costa.
Segundo Agnes, a revogação segue o mesmo entendimento de outras decisões recentes da agência envolvendo a BBF, entre elas a autorização para repasse direto dos custos de combustíveis, transporte e logística aos fornecedores, medida emergencial adotada para evitar desabastecimento de energia em localidades isoladas no Acre, Rondônia, Amazonas e Roraima. Essa ação contemplou 23 usinas em operação.
Além da UTE de Boa Vista, a empresa já teve outras nove outorgas revogadas, referentes às termelétricas BBF Faro, BBF Gurupá, BBF Muaná, BBF Porto de Moz, BBF São Sebastião da Boa Vista e BBF Terra Santa — ocasião em que sofreu multa de R$ 4,2 milhões —, além das usinas BBF Jacareacanga, BBF Anajás e BBF Crepurizão.
Por: M3 Comunicação Integrada