
Última modificação em 10 de abril de 2026 às 09:53
Os preços dos alimentos no Brasil registraram alta de 1,56% em março de 2026 e se tornaram um dos principais responsáveis pela inflação do mês, que atingiu 0,88%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O avanço representa uma aceleração significativa em relação a fevereiro, quando a alta havia sido de 0,26%. Com isso, o grupo alimentação e bebidas teve peso decisivo no resultado geral da inflação.
Alimentação em casa puxa aumento
A alta foi impulsionada principalmente pela alimentação no domicílio, que subiu 1,94% em março, frente a 0,23% no mês anterior.
Entre os itens que mais contribuíram para a elevação dos preços estão o tomate (20,31%), a cebola (17,25%), a batata-inglesa (12,17%), o leite longa vida (11,74%) e as carnes (1,73%).
Por outro lado, alguns produtos registraram queda, como a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).
Maiores altas e quedas no mês
Entre os alimentos com maiores variações de preço, os destaques foram:
Altas:
- Cenoura: 28,08%
- Abobrinha: 23,56%
- Tomate: 20,31%
- Cebola: 17,25%
- Feijão-carioca: 15,4%
- Batata-doce: 13,41%
- Açaí (emulsão): 12,56%
- Batata-inglesa: 12,17%
- Leite longa vida: 11,74%
- Pimentão: 8,58%
Quedas:
- Abacate: -13,2%
- Laranja-baía: -8,19%
- Maçã: -5,79%
- Laranja-lima: -3,98%
- Peixe-palombeta: -3,84%
- Limão: -3,64%
- Banana-maçã: -3,46%
- Mandioca (aipim): -3,25%
- Inhame: -3,21%
- Açúcar refinado: -2,98%
Os dados reforçam que os alimentos de maior consumo pelas famílias continuam sendo os que mais impactam o custo de vida, pressionando o orçamento doméstico.
Fonte: Folha de Boa Vista