Setor respondeu por um terço da expansão. Foto:: Agência Brasil
Última modificação em 3 de março de 2026 às 12:03
A economia brasileira fechou 2025 com crescimento de 2,3%, marcando o quinto ano consecutivo de expansão. O principal motor do avanço foi a agropecuária, que registrou alta expressiva de 11,7% no período.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou variação positiva de 0,1% em relação ao trimestre anterior.
PIB atinge R$ 12,7 trilhões
Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões em 2025. O PIB per capita chegou a R$ 59.687, com crescimento real de 1,9% frente a 2024.
Segundo o IBGE, tanto o PIB total quanto o per capita atingiram o maior nível da série histórica iniciada em 1996.
Agro lidera crescimento da economia
A agropecuária foi o setor com melhor desempenho em 2025, superando a indústria (1,4%) e os serviços (1,8%).
O avanço foi impulsionado por safras recordes de soja e milho, além do forte desempenho da pecuária. O Brasil também se tornou, pela primeira vez, o maior produtor mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos.
Apesar do crescimento robusto, o peso direto da agropecuária no PIB é de 7,1%. Serviços representam 69,5% da economia e a indústria, 23,4%. Considerando toda a cadeia do agronegócio, incluindo comércio e serviços ligados ao setor, a participação pode chegar a 23%, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).
Consumo e investimentos
O consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, desacelerando frente aos 5,1% de 2024. O IBGE atribui a perda de ritmo ao cenário de juros elevados.
O consumo do governo avançou 2,1%, enquanto os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 2,9%, impulsionados pela importação de máquinas, desenvolvimento de software e construção civil.
A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente abaixo dos 16,9% registrados no ano anterior.
Juros elevados frearam ritmo da economia
O desempenho mais moderado da atividade econômica está ligado ao ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, conduzido pelo Banco Central do Brasil.
Em 2025, a Selic atingiu 15% ao ano, após sucessivas elevações iniciadas em 2024 pelo Comitê de Política Monetária (Copom), em meio à pressão inflacionária.
A política monetária mais restritiva encareceu o crédito e reduziu o ritmo de consumo e investimentos. Ainda assim, o país encerrou o ano com a menor taxa de desemprego da série histórica, segundo o IBGE.
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada