Todos os trimestres dos últimos 12 meses registraram as menores taxas desde 2012 ou 2014, a depender do período analisado. Foto: Reprodução
Última modificação em 30 de maio de 2025 às 08:37
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril, o menor índice para o período desde 2012, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE. No mesmo trimestre de 2024, a taxa era de 7,5%.
De acordo com o IBGE, as quedas nas comparações anuais ocorrem há 46 trimestres, desde julho de 2021. Todos os trimestres dos últimos 12 meses registraram as menores taxas desde 2012 ou 2014, a depender do período analisado.
O rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 3.426 — o maior para trimestres encerrados em abril e o maior da série histórica considerando trimestres comparáveis.
A informalidade atingiu 37,9% da população ocupada, queda frente ao trimestre encerrado em janeiro (38,3%) e em abril de 2024 (38,7%). O número de trabalhadores informais foi estimado em 39,2 milhões, em um total de 103,3 milhões de ocupados. A redução da informalidade se deve ao crescimento dos empregos formais.
“O mercado de trabalho está absorvendo [mão de obra] e está seguindo forte e resiliente, mantendo a população ocupada e melhorando a qualidade, com a população com carteira de trabalho assinada sendo a única a crescer”, afirmou o pesquisador do IBGE William Kratochwill. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 0,8% no trimestre e 3,8% em 12 meses.
Na comparação trimestral, apenas o setor de administração pública, educação e saúde cresceu (2,2%). Em relação ao ano anterior, destacaram-se os crescimentos em indústria (3,6%), comércio (3,7%), transportes (4,5%), serviços profissionais (3,4%) e administração pública e saúde (4%). A agropecuária teve queda de 4,3%.
A taxa de subutilização ficou em 15,4%, estável no trimestre e inferior à registrada no ano anterior (17,4%). A população subutilizada foi estimada em 18 milhões. Já o número de desalentados chegou a 3,1 milhões, também estável no trimestre, com queda de 11,3% no ano.Parte superior do formulário
Fonte: Agência Brasil
Por: M3 Comunicação Integrada