
Última modificação em 5 de novembro de 2026 às 08:30
As operações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, resultaram na inutilização de 15 pistas clandestinas e seis aeronaves, além da apreensão de outras quatro entre julho e outubro de 2026. No período, foram realizadas 1.391 ações coordenadas pela Casa de Governo, com prejuízo estimado de R$ 67 milhões à atividade ilegal.
As equipes também inutilizaram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações. Foram retiradas de circulação aproximadamente 8,8 toneladas de cassiterita e apreendidos 92,8 quilos de mercúrio, além de milhares de litros de combustíveis.
As fiscalizações alcançaram áreas de garimpo, rotas de abastecimento e estruturas de apoio à atividade ilegal, tanto dentro quanto no entorno da terra indígena. As ações envolveram órgãos federais, Força Nacional e militares das Forças Armadas, com operações terrestres, aéreas e fluviais.
Entre as iniciativas realizadas estão as operações Pouso Zero e Flecha Noturna, que tiveram como foco a ocupação de pistas clandestinas, a identificação de estruturas utilizadas pelos garimpeiros e o bloqueio do transporte de pessoas, combustível e equipamentos.
Em Boa Vista e em áreas rurais de Roraima, as equipes também fiscalizaram oficinas e locais de manutenção de aeronaves suspeitos de integrar a logística do garimpo. Em uma dessas ações, três aviões Cessna 182 foram localizados e apreendidos em instalações na capital.
Redução de 99%
Segundo o Governo Federal, as ações de fiscalização reduziram em 99% a atividade garimpeira na Terra Indígena Yanomami. O índice vem sendo mantido com a continuidade das operações.
De março de 2024 a outubro de 2026, foram contabilizadas 12.296 ações de combate ao garimpo ilegal. Nesse intervalo, 66 aeronaves foram inutilizadas ou apreendidas, 109 pistas clandestinas foram inutilizadas e 992 acampamentos foram desmobilizados. O prejuízo acumulado à atividade ilegal nesse período é estimado em R$ 815 milhões.
Fonte: Secom