
Última modificação em 22 de outubro de 2026 às 11:27
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento do câncer de pulmão. O Emrelis (telisotuzumabe vedotina) é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), do tipo não escamoso, em estágio localmente avançado ou metastático, com receptor do fator de crescimento epidérmico do tipo selvagem e alta expressão da proteína c-Met, que já tenham recebido tratamento sistêmico.
Segundo a Anvisa, o medicamento foi desenvolvido para identificar e se ligar seletivamente à proteína c-Met, presente na superfície das células tumorais. Após a ligação, o composto é absorvido pela célula e libera uma substância que provoca a morte das células cancerígenas de forma direcionada.
A aprovação foi baseada principalmente nos resultados de um estudo realizado com pacientes que já haviam recebido tratamento para CPCNP. O medicamento apresentou taxa de resposta objetiva de 29,2% entre os participantes avaliados. Nos pacientes com alta expressão da proteína c-Met, o índice chegou a 34,5%.
De acordo com a agência, os resultados também apontaram respostas duradouras e benefícios clínicos em um cenário no qual as opções terapêuticas são limitadas.
A Anvisa destaca que o câncer de pulmão está entre as principais causas de mortalidade por câncer no mundo. O CPCNP corresponde a aproximadamente 85% dos casos da doença, dos quais cerca de 70% são do subtipo não escamoso, contemplado pela nova medicação.
Pacientes com a doença em estágio localmente avançado ou metastático, quando o tumor se espalha para outras partes do corpo, apresentam prognóstico desfavorável. Após a quimioterapia e a imunoterapia, as alternativas de tratamento são limitadas, conforme ressaltou a agência.
Anvisa aprova medicamento para câncer de mama
A agência também aprovou o registro do Poherdy (pertuzumabe), indicado para o tratamento do câncer de mama metastático e da doença em estágio inicial.
Para pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ou localmente recorrente não operável, o medicamento deve ser utilizado em combinação com trastuzumabe e docetaxel. A indicação contempla pessoas que ainda não receberam tratamento com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia para a doença metastática.
Nos casos de câncer de mama em estágio inicial, o Poherdy pode ser associado a trastuzumabe e quimioterapia em duas situações:
- Tratamento neoadjuvante: realizado antes da cirurgia, para pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial, com alto risco de recorrência, como parte de um esquema terapêutico completo.
- Tratamento adjuvante: realizado após a cirurgia, para pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial e com alto risco de recorrência.
Fonte: Agência Brasil